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A cultura de inovação como perfil pessoal

O mercado nacional vem passando por uma significativa mudança de mindset. Se antes o desejo da maioria das pessoas era trabalhar em busca da tão sonhada estabilidade financeira, optando por com uma carreira sólida e duradoura em uma única empresa, hoje esses pensamentos já não representam mais os anseios dos jovens ao entrar no mercado. […]

Publicado: 22/05/2026 às 18:50
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O mercado nacional vem passando por uma significativa mudança de mindset. Se antes o desejo da maioria das pessoas era trabalhar em busca da tão sonhada estabilidade financeira, optando por com uma carreira sólida e duradoura em uma única empresa, hoje esses pensamentos já não representam mais os anseios dos jovens ao entrar no mercado.

Mais do que um salário fixo ao final do mês, a busca por um propósito, aliado a um ambiente diferenciado e a possibilidade de aprendizado constante, vem regendo a nova geração na questão profissional. Dessa forma, a estabilidade está dando lugar à liberdade criativa; as carreiras tradicionais sendo substituídas continuamente por profissões informais; e novos cargos multidisciplinares estão despontando por aí, ganhando cada vez mais adeptos.

É uma revolução que vem acontecendo silenciosamente e, atualmente, com o universo das startups, a tendência é que essa seja a nova realidade do mercado de trabalho nos próximos anos. Para se adaptar a isso, o perfil dos profissionais também está mudando continuamente. Hoje um colaborador não trabalha apenas para ganhar dinheiro (agora visto como consequência), seu propósito atual tem relação com sua função, e se sua missão de vida é compartilhada pela empresa e pelo time. Por isso, o conceito que vem ganhando força é a vontade de se sentir parte do negócio, e não parte da engrenagem, conseguindo enxergar o real impacto da sua função dentro da empresa.

E esse desejo não é exclusivo dos profissionais; é algo que também chegou nas empresas. As grandes corporações, principalmente as que estão atreladas a tecnologia, já entendem e aplicam essa nova dinâmica em sua cultura organizacional. Google, Facebook e Amazon são alguns exemplos de corporações que adotaram esse propósito compartilhado, e oferecem aos seus colaboradores uma organização horizontal e transparente para que todos participem dos processos, desde o estagiário até o CEO, para que eles consigam enxergar o impacto real do seu trabalho.

Mesmo porque, dentro da cultura de startup e inovação, ao contrário do mundo corporativo, é preciso estar aberto a aprender coisas novas sempre, em todas as áreas possíveis, e com todas as pessoas ao redor. É preciso também aprender a aceitar o erro e tirar ensinamentos dele o mais rápido possível em busca de uma solução. E essa é a essência de tudo: startups nascem para solucionar problemas. Afinal, o conhecimento dentro desta área é mutável e é preciso estar por dentro das tendências.

Nesse cenário, empreender deixou de ser uma alternativa inviável há muito tempo e se tornou uma realidade quando os jovens não encontram esse caminho nas grandes empresas. É uma escolha e deve ser guiada pelo seu propósito de vida e pelo caminho pelo qual o profissional quer trilhar.

Agora é o momento de transformar ideias em negócios e fazer disso uma carreira. Seja abrindo uma startup ou trabalhando em uma para aprender com quem já têm experiência, conhecendo as dores, os processos e entendendo como funcionam por dentro. Para as grandes corporações, um alerta: esteja atento e adapte-se. A mudança é positiva e não vai retroceder!

*Rafael Ribeiro é Diretor Executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) desde 2016. Cientista da computação licenciado pela UNASP, com especialização em marketing pela Universidade Anhembi Morumbi e com MBA em Administração, Negócios e Marketing pela BSP, Ribeiro possui 11 anos de experiência em TI e BI, desenvolvendo inteligência de negócios e inovação em grandes empresas como Santander, Tam, Itaú, Mitsubishi, UniHealth, Tivit entre outras; além de sócio fundador das startups Weblinia e Monsterjoy.

**Sobre a Abstartups: fundada em 2011, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) é uma entidade sem fins lucrativos, que possui mais de 12 mil startups em sua base de dados e tem como missão promover o ecossistema brasileiro de startups nacionalmente e internacionalmente, fornecendo informações de mercado e ativando os agentes relevantes para aumentar a competitividade das startups brasileiras.

 

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