ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
adventurous thinking
design thinking

Esqueça o Design Thinking: apresento o Adventurous Thinking

“Pensamento aventureiro”. O que vem à mente quando você pensa nisso? De uma certa maneira, tem a ver com adrenalina. Imaginamos muita ação e os hormônios lá em cima. E uma pessoa aventureira, o que seria para você? Dentre as muitas definições que pode ter, uma que poderia explicar muito bem seria “uma pessoa que […]

Publicado: 20/05/2026 às 22:16
Leitura
6 minutos
Esqueça o Design Thinking: apresento o Adventurous Thinking
Construção civil — Foto: Reprodução

“Pensamento aventureiro”. O que vem à mente quando você pensa nisso? De uma certa maneira, tem a ver com adrenalina. Imaginamos muita ação e os hormônios lá em cima. E uma pessoa aventureira, o que seria para você? Dentre as muitas definições que pode ter, uma que poderia explicar muito bem seria “uma pessoa que não se limita à zona de conforto”.

Pois bem, é esse o raciocínio que segue o Adventurous Thinking, que surge para desbancar o Design Thinking. Basicamente, justamente por buscar sair da zona do conforto, essa nova forma de pensar e agir tem a ver com ampliar o pensamento criativo.

Além de ampliar o pensamento criativo, o Adventurous Thinking promove inovações consistentes. A criadora dessa abordagem chama-se Sally Domínguez, arquiteta e designer australiana. De acordo com ela, o objetivo do Adventurous Thinking é o de ajudar empresas a criarem sistemas, produtos e estratégias mais robustos e sustentáveis.

O método combina as pesquisas mais recentes sobre caminhos neurais com o pensamento de design moderno, ampliando a curiosidade dos participantes e, por consequência, suas capacidades de inovar.

O Adventurous Thinking desenvolve uma mentalidade ágil, deliberadamente provocando os participantes a terem um estado de pensamento que os tirem da zona de conforto para que possam pensar em novas alternativas para resolução de problemas.

Para aplicar o método, Sally fala em “quebrar a linearidade do pensamento”. Para isso, o Adventurous Thinking baseia-se em Cinco Lentes. Nas palavras de Sally, as lentes “pluralizam um produto, sistema ou ambiente, para revelar seus múltiplos sentidos, e atuam como ferramentas para levar indivíduos e equipes para fora de seus caminhos neurais habituais, em direção a ideias e soluções mais diversas”.

Conforme explicado na aqui “as cinco lentes correspondem a cinco perspectivas diversas, igualmente importantes, focadas na resolução de problemas e geração de ideias para uma perspectiva multifacetada (…) cada lente provoca um ponto de vista distinto e extremo em uma estrutura simples e compreensível”. As lentes são:

  • Espaço negativo: trata do que NÃO é o foco. Em outras palavras, antes de pensar no que pode ser, deve-se pensar no que NÃO é. Encontrar o espaço negativo requer definir o contexto e os limites, uma vez que ele elimina aquilo que não faz sentido ou não é promissor. Uma vez que essa área bem definida é otimizada para o seu Espaço Negativo, os limites ou contexto podem se expandir. Reconhecer e otimizar as oportunidades do Espaço Negativo pode melhorar os processos internos, bem como produtos finais e campanhas.
  • Pensamento lateral: é uma extensão do Pensamento Empático e cria consciência de como nossas preferências pessoais ditam a maneira como interagimos com os outros – colegas de trabalho e clientes. O Pensamento Lateral é valioso para entender como suas tendências pessoais podem comprometer suas tomadas de decisão e interações.

O pensamento lateral tem dois aspectos:

a. Compreender o seu ponto de vista e as suas preferências para receber e compartilhar informações;

b. Trabalhar deliberadamente fora dessas preferências para descobrir mais opções e soluções que, de outra forma, não chegariam até você. Sabe aquela história de tirar o cabresto? É exatamente isso que propõe a lente do Pensamento Lateral, pois significa olhar para os lados e somar as ideias dos outros às suas. É particularmente eficaz para a formação de equipes e para reconsiderar a presença em mercados.

  • Pensamento retroativo: seria desconstruir uma ideia. Esta lente utiliza as informações de Análise do Ciclo de Vida para considerar onde um projeto ou produto termina e como os elementos e funções que compõem um produto, sistema ou campanha podem ser aprimorados para um resultado mais preciso, econômico e robusto.

De acordo com Sally ,aqui deve-se trabalhar com cada elemento de uma ideia, um produto ou sistema de forma individual:

Seu impacto real

Seu impacto emocional

Seu impacto da percepção pública

Seu impacto econômico.

  • Repensar: parecido com a ideia do pensamento retroativo, com a diferença de que a lente do “repensamento” repensa os valores e aspectos da ideia como um todo (e não separando-os em partes como no pensamento retroativo.

Repensar é uma lente muito importante para reconsiderar um produto, negócio ou estratégia. Envolve redescobrir e explorar seus valores fundamentais. Sally propõe pensar nas seguintes perguntas:

Quais são as propriedades do seu produto?

O que ele faz bem?

O que não pode fazer bem?

O que pode melhorar?

Ao ampliar o conceito, retirando itens não essenciais, você pode reconsiderar seu projeto ou produto.

  • Parkour: seria um salto de inovação. Você pode ter ouvido falar do parkour como um exercício militar que envolve um caminho em uma pista de obstáculos. Como parte do Adventurous Thinking, o Parkour é sobre nos concentrarmos no pensamento eficiente.

Esta quinta lente Sally descreve como “a estratégia de pensamento mais positiva em termos de risco”.

Qualquer novo projeto é um risco. A ideia do Parkour é escolher a ideia que traz mais riscos positivos. Em outras palavras, aquela que fará você progredir da maneira mais econômica possível e que o levará mais longe.

A sugestão de Sally é listar todas as ações possíveis para seu negócio ou projetos, isto é, as boas e as ruins. Comece com os 5 primeiros pressupostos e imagine o oposto de cada ação. Essa prática pode levar à disrupção do negócio, pois ajudará você a enxergar possibilidades que não havia considerado.

A ênfase do Adventurous Thinking está na inovação consistente. Sua abordagem reúne as poderosas mentalidades do criador, do designer e do disruptor, lideradas pela empatia e curiosidade.

Como disse Einstein: “Não podemos resolver nossos problemas com o mesmo pensamento que usamos quando os criamos”. O Adventurous Thinking vem justamente propor uma nova maneira de analisar antigos problemas: provocando a mente a utilizar outros caminhos de pensamento.

*Por Marco Antonio, cofundador do Garage Criativa, laboratório de inovação que ajuda instituições de diferentes segmentos em suas jornadas de transformação digital por meio da aplicação de Design Thinking e do Human Centered Design (HCD). Atua como Mentor e Facilitador de Aprendizado em projetos de tecnologia da informação, transformação digital, inovação e empreendedorismo e também como palestrante de eventos que fomentam o conhecimento nas respectivas áreas de atuação.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas