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Comportamento dos jovens brasileiros no uso dos bancos

Os bancos brasileiros tiveram que se reinventar com o Plano Real, quando a inflação em nosso País caiu de percentuais que superavam 900% ao ano para a casa dos dois dígitos. Após todos esses anos de controle inflacionário, outro desafio surge no horizonte de preocupações das grandes instituições financeiras acomodadas em sua zona de conforto: […]

Publicado: 17/05/2026 às 12:46
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Construção civil — Foto: Reprodução

Os bancos brasileiros tiveram que se reinventar com o Plano Real, quando a inflação em nosso País caiu de percentuais que superavam 900% ao ano para a casa dos dois dígitos.

Após todos esses anos de controle inflacionário, outro desafio surge no horizonte de preocupações das grandes instituições financeiras acomodadas em sua zona de conforto: o comportamento dos jovens clientes bancários.

Os millenials apresentam relação muito mais fluída com os prestadores de serviços: caso suas expectativas não sejam satisfeitas, imediatamente buscam novas alternativas. E no cenário atual, as Fintechs estão atentas a essa movimentação.

As novas plataformas de atendimento de serviços financeiros oferecem agilidade, serviços totalmente virtuais e a possibilidade de customização em graus improváveis para as estruturas de grandes bancos. Tudo isso com um elemento bastante atraente para jovens: gratuidade em muitas tarifas, oferecendo cartões de crédito e contas sem anuidade.

Diante disso, a velha estratégia dos bancos tradicionais de oferecer estabilidade e contas universitárias com 50% de desconto não encanta tão facilmente esse nicho de mercado. Pode não ser o consumidor mais rentável de início, contudo essas instituições consideram as perspectivas de crescimento patrimonial dos millenials, tentando fidelizá-los desde o começo da vida adulta.

A grande questão que se coloca é como atender esse público juvenil tão diferenciado e de difícil retenção, principalmente considerando o novo ingrediente que vem apimentar esse enredo: as igualmente jovens Fintechs.

Os bancos devem compreender que a aspiração da casa própria e da compra do primeiro carro deixou de ser prioridade. Interesses outros, como a busca por novas experiências, viagens, aquisição de equipamentos com alta tecnologia e afins ditam quem esse cliente escolherá para a contratação de serviços financeiros. Ir até a agência e apertar a mão do gerente é impensável. Ademais, o tamanho da instituição e número de agências realmente não importa mais. O foco é a rapidez, o custo e o resultado.

Uma coisa é certa: nada de monotonia para o esse setor nos próximos anos.

*Por Thaís Cíntia Cárnio, Professora de Direito Empresarial e Mercado Financeiro, especialista em Banking da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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