Sabemos que em muitos casos o volume de entregas já aumentou, uma vez que as pessoas estão comprando mais online e pedindo comida por aplicativo por não poderem sair de casa. O Rappi, por exemplo, anunciou que as entregas na vertical de farmácias cresceram em 10% até o momento. Mas como fazer com que o […]
Sabemos que em muitos casos o volume de entregas já aumentou, uma vez que as pessoas estão comprando mais online e pedindo comida por aplicativo por não poderem sair de casa. O Rappi, por exemplo, anunciou que as entregas na vertical de farmácias cresceram em 10% até o momento. Mas como fazer com que o Sr. João, comerciante com uma rede de 10 lojas, pioneiro no atendimento presencial faça seu e-commerce se destacar para cobrir a receita que não está sendo gerada pela loja física?
Existem muitas ferramentas com diversas funcionalidades e custo de aquisição que podem auxiliar na criação, administração e efetivação da venda em si, mas o grande diferencial uma loja online é o frete, não só pelo custo mas também pelas reclamações de atrasos e tempo de entrega que são as principais no setor e são determinantes para o sucesso do e-commerce.
Logo, a logística passa a ser a principal preocupação para quem quer vender online. Se o valor e o tempo do frete já são diferenciais levados em consideração no momento da compra normalmente, esses fatores ganharam novas dimensões agora.
É aí que a tecnologia entra: ela auxilia a logística a encontrar rotas mais eficientes para entregas rápidas; mostra as escalas dos motoristas para que não sejam utilizadas horas extras (e custos extras sem necessidade) e, consequentemente, reduz custos com manutenção de veículos, combustível e hora trabalhada do funcionário.
O público também pode tomar medidas de segurança. Para seguir a recomendação médica de evitar contato com pessoas e manter locais, corpo e objetos higienizados, os consumidores podem pedir para seus entregadores e técnicos que entreguem em um ponto de encontro mais seguro, sem que tenham de entrar em ambiente fechado. Outro recurso é solicitá-los que enviem uma foto do produto e talvez até mesmo do entregador, mostrando as medidas preventivas adotadas.
Sem que o empregado trabalhe mais e os consumidores demorem para receber o produto em casa, todos saem beneficiados.
Como mudar o serviço de offline para online?
Quem não trabalha com delivery está tendo de se virar nos trinta. É nessas horas que a criatividade se torna uma ferramenta de sucesso. Alguns negócios viram nesse contexto uma oportunidade de ouro para expandir.
1. Criar diálogo com os funcionários. Fazê-los entender a situação e o porque das medidas e firmar uma parceria. Informe-os e peça que eles também compartilhem suas ideias e planos. Video calls, serviço de localização online e redes sociais também podem facilitar o controle entre empregado e empregador.
2. Mudar as funções de atendentes. Se o trabalho deles é atendimento presencial e os comércios estão fechados, eles terão de migrar para o delivery. Converse com eles sobre as novas funções e o que precisa ser feito para beneficiar ambos. Trate como uma oportunidade de crescimento.
3. Use e abuse das redes sociais! Para avisar os clientes da nova logística e até mesmo receber pedidos. Você não precisa necessariamente de uma loja online, pode utilizar esses canais de forma quase que instantânea.
4. Organize bem seu estoque para não correr o risco de vender algo sem disponibilidade e ficar mal visto pelo mercado, principalmente se estiver atuando junto aos Marketplaces.
5. Pesquise preços e estratégias de concorrentes, não faz sentido uma diferença de preço gigantesca em produtos similares.
6. Busque ferramentas que o auxiliem a reduzir o custo do frete, veículos contratados e quilometragem percorrida, assim você proporciona um preço mais competitivo para seus clientes.
7. Dê importância aos prazos. Planeje suas entregas para chegar no horário proposto para o cliente no momento da venda, também existem ferramentas que usam inteligência artificial na montagem das rotas de entrega que poupam um grande esforço da sua parte para atender a todas as restrições.
8. É importante ter um feedback dos clientes para garantir a melhoria contínua no serviço. Crie canais de comunicação com eles!
9. Ao procurar tecnologias para utilizar na sua rotina operacional, priorize aquelas de fácil implantação, assim você se adapta com a dinâmica do mercado.
10. Busque e preze sempre pelo aprendizado!
Em tempos de pandemia, a capacidade de adaptação dos empresários é essencial. Apesar das dificuldades, vender pode ser simples em alguns setores pois quem trabalha em home office consegue dar conta, o difícil é cuidar da fabricação, armazenagem, separação e distribuição do que for vendido. Estamos carentes de recursos humanos para essas atividades então a tecnologia é fundamental para otimizar recursos e aumentar a produtividade.
A logística é um segmento que não para em tempos de pandemia, aliás só expande para levar os produtos básicos a todos e garantir o abastecimento.
*Juliana Lopes é gerente de inside sales da Routeasy