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Raio X da decisão – o que mudou com o mundo digital

A transformação digital não é mais novidade. Você muito provavelmente já está sentindo isso na forma como toma suas decisões pessoais e no mundo dos negócios.  No entanto, para quem trabalha com decisões massivas os desafios de acompanhar essas mudanças digitais são enormes, e vão além de simplesmente integrar o novo aos sistemas legados. Sabemos […]

Publicado: 07/05/2026 às 21:24
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4 minutos
mundo digital
Construção civil — Foto: Reprodução

A transformação digital não é mais novidade. Você muito provavelmente já está sentindo isso na forma como toma suas decisões pessoais e no mundo dos negócios.  No entanto, para quem trabalha com decisões massivas os desafios de acompanhar essas mudanças digitais são enormes, e vão além de simplesmente integrar o novo aos sistemas legados.

Sabemos que todo processo de tomada de decisão pressupõe uma expectativa futura e se baseia em experiências passadas. Conforme a tecnologia avança, torna-se cada vez mais viável armazenar e acessar grandes quantidades de informações, o que possibilita trazer experiências passadas com conteúdo muito mais rico em detalhes, mais interrelações (associações) e de forma mais rápida, tornando as decisões ainda mais precisas.

Consideremos os 4 elementos básicos de um processo de decisão:

Informação – desde os dados mais básicos até os analíticos avançados

Regras – as restrições de negócios e condições para atingir o objetivo de negócio

Tecnologia – o ferramental para viabilizar descrições massivas no tempo certo.

Conhecimento de negócio – a inteligência para se utilizar os três itens acima.

Apesar desses elementos permanecerem os mesmos no mundo digital, a importância, a contribuição e a forma de se trabalhar com cada um muda drasticamente.

O elemento ‘Dado’ ou a ‘Informação’ e todos os analíticos associados têm sido o cerne da transformação digital. Desde o fenômeno do Big Data, os tão importantes “Vs” (Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade, Vulnerabilidade e Valor) e o avanço do uso de inteligência artificial, o desafio tem sido como trabalhar na prática com tudo isso.

Justamente pela grande disponibilidade de informação e a maior complexidade em se trabalhar com ela, as equipes de analíticos têm ganhado muita força dentro desse processo de decisão. São vários temas que têm gerado interessantes discussões, como o uso eficiente e ético da inteligência artificial bem como a monetização dos dados e o respectivo retorno para a empresa.  Dessa forma as áreas de negócio passam a olhar para o modelador não mais como um fornecedor de uma fórmula matemática, mas sim como um integrante da equipe que participa da decisão desde seu desenho até o resultado final.

Com o avanço da área de dados e analíticos, as regras atualmente definidas pelos analistas de negócio tendem agora a serem criadas estatisticamente. Os modelos prescritivos estão lentamente substituindo os conjuntos de regras até então construídos à base de experiência do analista.  Esse avanço requer motores de decisão mais modernos e robustos, de forma a entregar ao analista de negócio a real capacidade de saltar do modelo de champion e challenger (teste e controle de estratégias) para uma operação do negócio baseada na sua curva de eficiência ótima.

O conjunto de regras ganha novas dimensões e passa a avaliar múltiplas variáveis de performance da sua estratégia, possibilitando tomar decisões integralmente eficientes a todo momento, considerando todos os elementos do processo decisório em uma única escolha. Desta forma o mundo digital aproxima as diversas áreas de negócio para trabalharem efetivamente como um time, tomando decisões em conjunto e verdadeiramente considerando o cliente como centro.

Enquanto isso, dois grandes movimentos têm facilitado a integração da tecnologia do legado com o novo. O primeiro é o streaming de dados e a possibilidade de ‘escutar’ os dados no momento que eles estão sendo criados – isso resolve boa parte do problema de integração pois as soluções novas podem se conectar diretamente na base legada, de forma relativamente simples e rápida (cerca de 1/3 do tempo que normalmente se levaria num processo tradicional). O segundo movimento é a migração das soluções para a nuvem, uma pressão clara e concreta do mundo digital por capacidade, flexibilidade e velocidade de adaptar seu processamento ao comportamento de seus clientes.

Esses temas que estão na vida de todas as empresas há muito tempo permanecem por demais interessantes, considerando a velocidade com que têm evoluído. Minha intenção é provocar e incentivar discussões, questionamentos e reflexões de como você e sua empresa têm lidado com o processo de tomada de decisão e o que pode ser feito para acelerar sua entrada no mundo digital e aumentar a sua eficiência em resultados.

Boas reflexões e bons retornos!

*Por Ricardo Cheida, Diretor de Pré-Vendas para América Latina da FICO

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