O relatório Mobile Finance Apps aponta que o ano de 2019 foi positivo para os apps financeiros em todo o mundo. Os dados mostram que estes aplicativos estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, com mais de 1 trilhão de acessos a eles no ano passado. O estudo foi realizado pela Liftoff, em […]
O relatório Mobile Finance Apps aponta que o ano de 2019 foi positivo para os apps financeiros em todo o mundo. Os dados mostram que estes aplicativos estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, com mais de 1 trilhão de acessos a eles no ano passado. O estudo foi realizado pela Liftoff, em parceria com a App Annie.
Foram analisados 117 aplicativos em 12 países, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019. Foram contabilizadas 22 bilhões de impressões, 382 milhões de cliques e 7 milhões de instalações.
O Brasil possui mais de 500 fintechs atualmente, de acordo com o Startupbase, da Associação Brasileira de Startups. Segundo o relatório, o país registrou o terceiro maior número de acessos a apps financeiros no ano passado, atrás apenas de China e Índia, e à frente de países como Estados Unidos e Rússia.
O Nubank, maior fintech brasileira, foi o app do segmento mais acessado no Brasil em 2019. Os apps do FGTS e da Caixa Econômica e as carteiras digitais PicPay e Mercado Pago completam o top 5 brasileiro.
“O Brasil vem se mostrando um terreno muito fértil para fintechs e outras alternativas mais tecnológicas e menos burocráticas para cuidar do dinheiro. Nesse sentido, os aplicativos de finanças têm tudo para continuar crescendo e se consolidando no país, tanto os bancos mais modernos e 100% digitais, quanto os mais tradicionais”, afirma Antonio Affonseca, country manager da Liftoff no Brasil.
O relatório aponta ainda que as fintechs tiveram vantagem em relação aos bancos tradicionais no número de pessoas engajadas em seus aplicativos. A base de usuários dos apps de instituições financeiras digitais cresceu 20%, contra 15% dos bancos.
De acordo com a Liftoff, o uso de apps cresceu em todos os países a partir de março de 2020, quando a pandemia do novo coronavírus fez com que pessoas do mundo inteiro precisassem adotar a quarentena. No Brasil, houve um crescimento de 35% no número de horas gastas em apps financeiros durante a primeira semana de março em relação à última semana do ano. Na Coreia do Sul e no Japão, esse crescimento foi de 85%.
“Durante esse período de pandemia, é natural que as pessoas acessem mais os apps financeiros, já que agências bancárias estão fechadas. O auxílio emergencial do Governo Federal também exige um registro que pode ser feito via aplicativo, e isso deve aumentar ainda mais a movimentação nessas aplicações”, completa Antonio Affonseca.