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COVID-19: mais do que uma pandemia, uma mudança nas relações humanas

A transformação digital nos trouxe a Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª revolução industrial, que se baseia em um arsenal tecnológico utilizado em poucos segmentos. Depósitos totalmente automatizados, entregas por drones e conhecimento dos hábitos das pessoas são uma amostra dessa realidade. Mas porque este enorme potencial foi pouco utilizado no “Patient Centricity”? A […]

Publicado: 07/05/2026 às 00:38
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3 minutos
relações humanas
Construção civil — Foto: Reprodução

A transformação digital nos trouxe a Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª revolução industrial, que se baseia em um arsenal tecnológico utilizado em poucos segmentos. Depósitos totalmente automatizados, entregas por drones e conhecimento dos hábitos das pessoas são uma amostra dessa realidade. Mas porque este enorme potencial foi pouco utilizado no “Patient Centricity”? A resposta parece simples: é mais lento mudar a cultura humana do que criar novas tecnologias. Mas isto está prestes a mudar.

Por mais rápido que vacinas sejam criadas, ainda teremos um bom tempo para que tudo se reestabeleça. O modelo de curva estendida, adotada pela maioria dos países do mundo, alivia o sistema de saúde, dando mais condições de atendimento das pessoas e reduzem o risco de colapso, mas isto não reduz a quantidade de pessoas que será contaminada, vai apenas retardar o processo.

Vamos então fazer um exercício de futuro, com tecnologias do presente como: Internet das Coisas, Edge IA/Analitycs, Knowledge Graph, BigData, Machine Learning e Inteligência Aumentada, entre outros.

– Pacientes recém desospitalizados e/ou em quarentena, poderiam ficar em casa com total monitoramento profissional remoto;

– Convalescentes poderiam receber acompanhamento de fisioterapeutas também de forma remota.
Robôs poderiam monitorar grupos de risco por meio de “conversas um a um” para acompanhar em tempo real a evolução de um sintoma;

– Teleconsultas poderiam ser realizadas por médicos dos principais centros para um paciente localizado, praticamente, em qualquer local do país;

– A produção das indústrias poderia ser efetivamente conduzida pelo consumo e não somente pelas previsões históricas;

– Medicamentos poderiam ser entregues em função do estoque em cada residência e não pela “lembrança de compra do paciente”;

– O abastecimento dos pontos de vendas poderia ser feito de forma automática, antes mesmo da demanda ocorrer;
Prescrições eletrônicas garantiriam a exatidão na compra dos medicamentos;

– Prontuários eletrônicos dariam melhores condições de diagnóstico aos profissionais da saúde,

– Triagens de pronto atendimento seriam efetuadas de forma remota, reduzindo a exposição dos profissionais e do próprio paciente.

Estas soluções existem e poderiam trazem inúmeras oportunidades para agregar valor aos pacientes e aumentar a produtividade e segurança nos processos, mas sem o enfoque e coordenação adequados poderiam desperdiçar grandes investimentos. E este leque de soluções aumenta muito quando incluímos os fatores de bem-estar, tão complementares ao processo da saúde.

*Natalino Barioni é Head de P&D na Interplayers – O HUB de negócios na Saúde e Bem-Estar

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