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Mais da metade das PMEs acredita que não sobreviverá à crise da covid-19

A maioria das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras é pessimista quanto ao futuro próximo pós-pandemia, indicou pesquisa realizada pela plataforma de busca e comparação de software Capterra. Ainda que estejam adaptando produtos e serviços à nova realidade, mais da metade das PMEs acredita que seu negócio fechará as portas em até seis meses como consequência […]

Publicado: 30/04/2026 às 13:05
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

A maioria das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras é pessimista quanto ao futuro próximo pós-pandemia, indicou pesquisa realizada pela plataforma de busca e comparação de software Capterra. Ainda que estejam adaptando produtos e serviços à nova realidade, mais da metade das PMEs acredita que seu negócio fechará as portas em até seis meses como consequência das medidas tomadas por causa da crise do coronavírus.

O estudo busca investigar como as PMEs estão reagindo à pandemia. O levantamento ouviu 337 trabalhadores com cargos de gerência e poder de decisão em empresas com até 250 funcionários e de diversos setores de todo o País.

Os empresários, no entanto, não estão de braços cruzados, mostra o estudo. De acordo com o relatório, 72% dos negócios passaram a oferecer produtos, serviços ou eventos online por causa da COVID-19 e 43% afirmam ter modificado ou adaptado suas ofertas.

Em relação à organização interna, as PMEs também não ficaram paradas: 63% dos entrevistados disseram que suas empresas realocaram temporariamente funcionários (ou pretendem fazê-lo) em posições diferentes como resposta à COVID-19.

Estratégia digital ainda não é prioridade

Ainda que tenham reagido com agilidade ao novo cenário, as PMEs parecem estar desperdiçando a oportunidade aproveitar a crise como uma maneira de promover mudanças estruturais em suas formas de funcionar.

“Pedimos que os entrevistados indicassem o grau de importância de diversas questões ligadas à gestão de diferentes áreas dos negócios, do financeiro, passando por recursos humanos, entre outras. Entre nove opções apresentadas, a mudança para o digital é vista como a menos importante no curto prazo”, comenta um dos analistas do Capterra responsáveis pelo estudo.

“Os dados preocupam, já que a chamada nova normalidade exigirá que muitos empresários repensem sua presença online de uma forma mais profunda.”

Empresas não estavam preparadas para a crise

Ainda que poucos pudessem prever uma crise como a do coronavírus, a pandemia colocou em evidência a falta de preparo das PMEs brasileiras para enfrentar catástrofes, como mostrou o Capterra na primeira parte do mesmo estudo, lançada no início de junho.

Segundo o levantamento, quase metade das PMEs afirmavam não ter um plano de gestão de continuidade de negócios preparado para enfrentar um desastre do tipo.

A falta de preparo, aponta a pesquisa, obrigou muitas empresas a gastarem em novas ferramentas, principalmente aquelas relacionadas ao trabalho remoto.

De acordo com o estudo, 63% dos gerentes responsáveis pela compra de softwares das empresas consultadas afirmam que seus negócios terão de adotar novas ferramentas como resposta à Covid-19.

 

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