ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
educação
ensino a distância

Como engajar os colaboradores no ensino a distância?

Um dos fortes indicadores da educação corporativa vem da mudança de comportamento dos colaboradores que realizaram determinado treinamento. Para conseguir o resultado esperado, no entanto, é preciso engajá-los. No ensino a distância, metodologia que vem crescendo nas empresas, principalmente depois das medidas de distanciamento social, há o duplo desafio de manter a presença física e […]

Publicado: 29/04/2026 às 11:10
Leitura
5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Um dos fortes indicadores da educação corporativa vem da mudança de comportamento dos colaboradores que realizaram determinado treinamento. Para conseguir o resultado esperado, no entanto, é preciso engajá-los. No ensino a distância, metodologia que vem crescendo nas empresas, principalmente depois das medidas de distanciamento social, há o duplo desafio de manter a presença física e cognitiva do aluno. Para isso é essencial trabalhar algumas técnicas de engajamento.

O modelo de aprendizagem Illeris destaca três principais pilares para atrair e manter a atenção do aluno: conteúdo, motivação e contexto. O conteúdo é o assunto que queremos ensinar. Na educação digital, no entanto, não basta apenas entregá-lo ao aluno esperando que ele consuma e absorva tudo por meio de uma sugestão de leitura ou um power point bem estruturado. É preciso atrair sua atenção, e para isso contamos com ferramentas essenciais que podem ser incorporadas ao conteúdo on-line. É possível utilizar vários formatos de microlearning que se complementam e provocam estímulos variados para atender a todos os estilos de aprendizagem, como fotonovela, podcasts, videoaulas, animações, textos interativos, infográficos, perguntas de múltipla escolha. Juntas, essas ferramentas atendem a todos os estilos de aprendizagem, com opções de leitura, recursos visuais, auditivos e recursos interativos.

O segundo pilar, a motivação, deve ser trabalhada de duas formas: a motivação intrínseca, aquela que vem da própria pessoa, coloca à gestão o desafio de como fazer o colaborador querer aprender. Aqui, a dica é contextualizá-lo sobre a importância do assunto e mostrar como isso vai abrir caminhos, tanto no seu dia a dia do trabalho como na vida profissional como um todo. É importante trazer temas atuais, como protagonismo, transformação digital, mindset, lifelong learning, dentre outros assuntos que irão ajudá-lo a se adaptar em um mundo em constante transformação. Vale reforçar a importância de se manter relevante para o mercado por meio do aprendizado contínuo. Em complemento a isso, é preciso trabalhar a motivação extrínseca, com elementos externos criados para motivá-los. Isso pode ser feito por meio de bonificações, prêmios, reconhecimento por pontuação e o acesso a outros treinamentos complementares ao assunto, que dará ao colaborador uma sensação de continuidade no seu aprendizado.

Um bom conteúdo e a motivação, no entanto, não caminham sozinhos. A eles é preciso adicionar um contexto para trazer significado ao treinamento e evitar desistências. Para isso, é preciso entender a realidade do colaborador e a forma com que ele vai desenvolver o treinamento. Uma pesquisa da Deloitte chamada The Modern Learning mostrou que somos interrompidos a cada 5 minutos por e-mails, whatsapps ou ferramentas colaborativas, o que nos leva a desbloquear o celular cerca de noves vezes por hora. Com todas essas interferências do dia a dia, resta 1% da semana disponível para os treinamentos, o que dá uma média de 24 minutos de aprendizado na semana. A tecnologia tem o potencial de equilibrar esse pilar porque permite a personalização do conteúdo de acordo com o tempo disponível do colaborador. Por isso é indicado que os vídeos não passem de 4 minutos, tornando possível conciliar o dia a dia do trabalho com a capacitação, sem criar o acúmulo de demandas, que pode levar a queda na motivação.

Metodologias o engajamento no ensino à distância

Um conceito muito utilizado em liderança e gestão de mudança, mas que também pode ser adaptado para o universo dos treinamentos, é o que chamamos de “três Hs”: Head, Heart e Hands. O primeiro, traduzido como cabeça, é o conhecimento lógico. Mostrar ao colaborador o que é esperado com determinado assunto, as regras ou procedimentos e detalhamento técnico. Já o Heart (coração), é o conhecimento emocional que define a motivação do colaborador. Para isso, é preciso trabalhar questões como o propósito daquele assunto, fazendo com que o colaborador entenda como ele será impactado com aquilo. O momento da ação vem com o Hands (mãos), o conhecimento prático ou tácito. Aqui é a hora da ação, quando é ensinado o como fazer, indicando os processos e técnicas para aplicar o conhecimento no trabalho.

Outra metodologia eficaz, e que pode ser complementar ao Head, Heart and Hands, vem da mesma aplicação utilizada na Universidade de Harvard: o PBL ou Problem Based Learning. Este método visa estimular o raciocínio crítico ao começar o conteúdo com um problema e apresentar a parte teórica só depois que o aluno desenvolver alguma solução. O objetivo é estimular o raciocínio crítico, aumentar a habilidade para resolução de problemas, despertar o protagonismo e auxiliar o aprendizado a partir da transferência de conhecimento para novas situações.

*Richard Vasconcelos CEO da LEO Learning Brasil

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas