Lançado em novembro do ano passado, o meio de pagamento Pix já é parte do cotidiano dos brasileiros. No final de janeiro, o Banco Central revelou que a nova ferramenta já havia ultrapassado oficialmente a quantidade de transferências TED e DOC somadas, atestando o sucesso da plataforma. Nesta quarta-feira (04), o Nubank, maior banco digital […]
Lançado em novembro do ano passado, o meio de pagamento Pix já é parte do cotidiano dos brasileiros. No final de janeiro, o Banco Central revelou que a nova ferramenta já havia ultrapassado oficialmente a quantidade de transferências TED e DOC somadas, atestando o sucesso da plataforma.
Nesta quarta-feira (04), o Nubank, maior banco digital da América Latina, divulgou dados de um levantamento realizado por sua plataforma de dados, o Data Nubank, sobre os hábitos de brasileiros com o Pix.
As informações levam em consideração dados de uso do Pix por clientes do Nubank, que já soma 34 milhões de pessoas no País. Os dados também analisam os dois primeiros meses de operação do Pix.
Segundo o levantamento, 38% de todas as transferências via Pix foram feitas fora do horário comercial nos dias úteis, a partir das 17h. Considerando todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos, esse percentual sobe para 49%.
A descoberta reforça a teoria de que o Pix supriu uma demanda de parte dos brasileiros de se fazer pagamentos e transferências fora do horário tradicional de bancos, até às 17h. Limitados ao horário comercial, TEDs e DOCs foram preteridos por usuários que não consiguiam realizar esse tipo de operação durante seus próprios horários de trabalho.
O levantamento revelou ainda que todas as faixas etárias passaram a utilizar a plataforma Pix. O uso é mais intenso entre jovens: 20,2% dos clientes Nubank entre 18 e 30 anos já usou o Pix. Entre clientes de 80 anos ou mais, a penetração é de apenas 2,7%.
Foi feita ainda uma divisão por renda. Nesse quesito, a maior parte dos usuários do Pix declarou receita entre R$5 mil e R$10 mil ao mês, representando 19,1% do total analisado. A menor penetração do Pix entre clientes do Nubank foi entre os que possuem renda superior a R$10 mil, que representam pouco mais de 5% do total.
Também na pesquisa, estão algumas informações sobre a forma como o Pix foi utilizado dentro do Nubank: 92% das transações foram feitas entre pessoas; e 8% entre pessoas e empresas. A método de transferência foi a opção na maior parte das vezes, enquanto o QR Code foi utilizado, em sua maioria, para pagamento de lojistas.