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Cultura de dados deve ser o principal legado da pandemia

Big data precisa ser usado como trampolim para decisões mais assertivas e escaláveis

Publicado: 06/05/2026 às 22:46
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cultura de dados
Construção civil — Foto: Reprodução

Pela primeira vez em sua história a humanidade acompanhamos dados de uma pandemia com análise dessas informações e de seus reflexos na sociedade globalmente em tempo real. Esse estoque de inteligência sobre como reagir a um evento de proporções globais será um dos legados dessa crise e essa cultura de dados poderá nortear abordagens e decisões no futuro tanto no campo de políticas públicas quanto na área de negócios.

 

Se há uma pressão para que os negócios se acelerem digitalmente por uma questão de sobrevivência, se aproveitar da grande quantidade de informações disponível para ter diferenciais competitivos no futuro requer uma mentalidade mais analítica.

 

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Cultura analítica: o próximo passo

Afinal de contas, já usamos todos esses dados no dia a dia. Basta lembrar que, mesmo em confinamento, é bem comum o uso de celulares, relógios inteligentes e outros acessórios para monitoramento de exercícios físicos. O mapeamento frequente de dados via aplicativos direciona novas atividades ou treinos – e decisões como aumentar ou diminuir as cargas de exercícios. Agora, escale essa simplificação e transporte para o mundo dos negócios. Pronto: temos algo parecido da chamada cultura analítica, um segundo passo pós-transformação digital.

 

“A próxima linha da evolução é, inevitavelmente, analítica”, diz o cientista de dados Ricardo Cappra. Segundo o pesquisador e fundador do Cappra Institute, o cenário atual vai exigir que organizações e pessoas que não tinham processos orientados aos dados que reforcem essa área, levando a uma cultura de dados e a um processo de tomada de decisões mais analítico.

 

+ O que diz um futurista do mundo pós-pandemia

+ Todos estão sujeitos a um vazamento de dados. E agora?

O pesquisador toma como exemplo a atuação de governos, empresas e entidades durante a pandemia.

“O que estamos vendo agora é uma participação da ciência dentro do processo decisório. Não é comum a gente ver isso. O processo de decisão sempre foi uma reunião, as pessoas em torno dessa mesa negociando a melhor decisão. Agora, a gente vê governantes, líderes e empresas dentro de salas, olhando para dados – uma série de gráficos, análises – para tomar uma decisão”, explica Cappra.

 

Assista aos principais trechos da entrevista da IT Trends com Ricardo Cappra:

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