Para combater a inadimplência — cerca de 600 mil consumidores estão em débito com a operadora — a carrier decidiu abonar multa e juros das contas de fevereiro e março pagas até o dia 30 de junho. Quem não pagar terá o seu nome incluído no SPC(Serviço de Proteção ao Crédito). Inadimplência é menor nos planos alternativos e na área de dados.
Para combater a inadimplência — cerca de 600 mil consumidores estão em débito com a operadora — a Embratel decidiu abonar multa e juros das contas de fevereiro e março pagas até o dia 30 de junho. Quem não pagar terá o seu nome incluído no SPC(Serviço de Proteção ao Crédito). Inadimplência é menor nos planos alternativos e na área de dados.
"No primeiro trimestre de 2001, tivemos uma perda de 8,7% da receita líquida com a inadimplência. Isso chegou a R$160 milhões. Nesse trimestre, o índice será semelhante. Queremos, no entanto, chegar ao final do ano, com um indíce de 2% a 3%, que é um padrão internacional", informa o vice-presidente econômico e financeiro da Embratel, José Maria Zubiría.
Segundo o executivo, o benefício do não pagamento de multas e juros para os clientes que estão em débito nas contas de fevereiro e março é explicado."São esses, provavelmente, que não pagaram também em abril e maio. Por isso, queremos atingi-los. Se houver o pagamento, não haverá nenhuma punição. Mas, se não houver, vamos incluir o nome do assinante no SPC", destacou. A Embratel não pode cortar a linha telefônica, mas sim, bloquear o código 21.
Nesse último final de semana, por exemplo, informou ainda Zubiría, cerca de 30.000 clientes tiveram o bloqueio do código 21.
De acordo com o vice-presidente de Marketing e Serviços da Embratel, Eduardo Levy, a inadimplência é praticamente zerada nos assinantes dos planos alternativos. Cerca de 3 milhões de brasileiros aderiram, segundo a carrier, aos planos Sempre 21 e Toda Hora 21.
"Esses clientes fizeram a opção pelo 21 e pagam suas contas. O indíce de não pagamento fica no nível internacional", ressalta.
Na área de dados, acrescenta ainda o executivo, a inadimplência também não é alta. "As empresas têm sempre uma pessoa responsável pelo pagamento das contas. Por isso, o indíce cai muito", observa.
No entanto, Levy admite que os negócios na área estão caminhando mais lentamente em função da crise econômica do país. "A crise de energia não é a maior preocupação, mas sim, os rumos do país, na área econômica, alta do dólar, e perspectivas", ressalta. Segundo o executivo, os contratos estão sendo fechados, mas há um tempo maior na negociação. "O quê antes levava 15 dias, hoje, está levando um mês, e assim por diante. Há um cuidado muito maior no fechamento dos contratos", finaliza.