O presidente da provedora de serviços de telefonia móvel via satélite, Michael Vahrenkamp, reclama do alto custo de interconexão cobrado pela carrier nacional para as ligações realizadas da rede pública para a Globalstar. "Pagamos pelo monopólio", critica.
O presidente da provedora de serviços de telefonia móvel via satélite, Michael Vahrenkamp, reclama do alto custo de interconexão cobrado pela carrier nacional para as ligações realizadas da rede pública para a Globalstar. "Pagamos pelo monopólio", critica.
Segundo Vahrenkamp, a Embratel cobra entre R$ 5.00 e R$ 12.00 pela interconexão das ligações originadas na rede pública para a Globalstar. A provedora diz que está reivindicando junto à Anatel, a possibilidade de rever essa dependência.
"Nas ligações originadas do terminal Globalstar, já fui autorizado a negociar com as operadoras locais. Isso nos permite diminuir o custo da tarifa. Tanto que estamos trabalhando para que ela possa cair de R$ 2.00/minuto, para R$ 1.70", relata o executivo. Vale lembrar que a telefonia móvel via satélite tem um preço único de tarifa independente do local da ligação.
De acordo ainda com o presidente da Globalstar do Brasil, até o momento, a Anatel não proferiu a sua decisão. "Posso fazer essa interconexão através da Intelig, mas ela também utiliza a infra-estrutura da Embratel. Então, também nos cobra um preço alto", diz.
Vahrenkamp mostra-se otimista com o mercado para a telefonia móvel via satélite, especialmente, pelo fato de estar centrando suas atividades em focos específicos: os empresários e trabalhadores que atuam em área de difícil comunicação.
O executivo diz que a expansão da rede da telefonia móvel celular passa por um período de estagnação no Brasil. Especialmente, porque as operadoras estão dispostas a acirrar a briga pelos usuários localizados nas grandes cidades. "Essa estratégia nos ajuda, principalmente porque estamos com cobertura total no Brasil", informa.
A crise financeira da GlobalStar Corp. preocupa, mas não abala os rumos da subsidiária nacional. "Somos empresas independentes. Aqui, há receita própria. É claro que esperamos uma saída boa pra a crise, mas os satélites permanecem no ar e vão permanecer. O exemplo da Iridium é bom nesse caso. Eles reorganizaram e agora, voltam ao cenário",lembra Vanhrenkamp.
Atualmente, a Globalstar possui 7.000 usuários no Brasil. Para 2002, a expectativa é criar pacotes alternativos aliando produtos de dados e voz. "Vamos cada vez mais aprofundar a nossa força de vendas em segmentos específicos. São executivos que precisam trabalhar, acessar e-mail voando ou em áreas de pouca infra-estrutura de comunicação", finaliza o CEO.