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WiMax promete sacudir mercado de dados móveis

Operadoras móveis podem estar contando com o padrão LTE (Long-Term Evolution) para oferecer, nos próximos anos, acesso sem fio a dados em alta velocidade, mas o WiMax chegará primeiro e promete sacudir este mercado, defendem analistas. Velho conhecido entre os futurologistas do mercado de telecom, o WiMax promete alta velocidade de acesso à internet, cobrindo uma ampla área […]

Publicado: 25/04/2026 às 15:05
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WiMax promete sacudir mercado de dados móveis
Construção civil — Foto: Reprodução

Operadoras móveis podem estar contando com o padrão LTE (Long-Term Evolution) para oferecer, nos próximos anos, acesso sem fio a dados em alta velocidade, mas o WiMax chegará primeiro e promete sacudir este mercado, defendem analistas.

Velho conhecido entre os futurologistas do mercado de telecom, o WiMax promete alta velocidade de acesso à internet, cobrindo uma ampla área e conta com duas vesões: uma fixa e uma móvel. A tecnologia tem duas vantagens principais em relação ao LTE: já está disponível tecnicamente e é livre das pesadas patentes cobradas sobre equipamentos e devices 3G. O LTE ainda enfrentará três anos antes de sua implantação e, como utiliza a tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access), seu uso está sujeito ao pagamento de royalties para a Qualcomm.

“Eles cobram um percentual de 5%, a título de royalties, sobre os equipamentos no varejo. Sobre os chipsets, o percentual varia de 15% a 30%”, diz Bill Rojas, diretor de pesquisas da IDC Ásia-Pacífico. Ele acrescenta que os manda-chuvas do WiMax concordaram em reduzir as patentes pelo uso da tecnologia.

No entanto, embora royalties menores e um iminente lançamento comercial de serviços coloquem o WiMax em vantagem em relação ao LTE, o WiMax ainda tem que enfrentar alguns obstáculos antes que possa ser implantado largamente.

O desafio imediato é a interoperabilidade de produtos. O WiMax Fórum, grupo que valida padrões da tecnologia, aprovou apenas a interoperabilidade de produtos desenvolvidos para operar no espectro de 2,3GHz. Esta freqüência é usada na Coréia do Sul, mas espera-se que a maioria dos mercados destine bandas entre 2,5GHz e 3,5GHz para o WiMax.

Além disso, os produtos homologados pelo WiMax Fórum são baseados na versão 1 do WiMax, que não oferece suporte para a tecnologia MIMO (Multiple-In, Multiple-Out) ou outros recursos encontrados na versão 2, que será usada pelas operadoras – incluindo as coreanas. Dessa forma, os produtos homologados até o momento não produzem grandes efeitos para a adoção da tecnologia.

A previsão mais otimista é que a homologação de produtos da versão 2 aconteça apenas a partir da segunda metade deste ano – com quase 12 meses de atraso e depois da Intel lançar os primeiros produtos Centrino 2, em junho. Isso indica que o número de laptops Centrino 2 no mercado este ano será relativamente baixo.

Para a Intel, 2008 será o ano em que o WiMax começará a aparecer em computadores, embora a empresa não acredite que eles representem grandes volumes para o consumidor final, principalmente devido à limitada oferta de serviços WiMax disponíveis.

“Temos uma grande variedade desses aparelhos. Nem todos serão lançados inicialmente, mas o durante a segunda metade de 2008 você verá múltiplos dispositivos”, declarou, em recente entrevista, Sriram Viswanathan Viswanathan, vice-presidente da Intel Capital e gerente geral do programa WiMax da companhia.

À medida que surgirem novas redes WiMax em 2009, a oferta de equipamentos aumentará, mas a tecnologia levará algum tempo para se tornar um padrão de conectividade sem fio em computadores. A previsão de Viswanathan é que isso aconteça em 2011 – justamente quando começarem os primeiros lançamentos LTE.

A atual falta de certificação no que diz respeito à interoperabilidade de produtos WiMax tem deixado algumas operadoras nervosas. A taiwanesa Fitel (First International Telecom) declarou que o foco para o lançamento de seu serviço WiMax é tranquilizar os usuários de que os aparelhos funcionarão não só em sua rede, mas também em outras. “Queremos que as pessoas possam fazer roaming com o WiMax”, diz Charlie C.Y.Wu, presidente da Fitel.

Aparelhos de usuários finais não são os únicos que enfrentam problemas de interoperabilidade. Equipamentos de transmissão de fabricantes diferentes também têm que trabalhar juntos. Para solucionar este problema, empresa como Motorola e LG-Nortel lançaram seus próprios programas de certificação, testando interoperabilidade de seus produtos com os de outros fabricantes, incluindo aparelhos de consumidores finais. Essa iniciativa ajudou a abrir o caminho para testes e desenvolvimentos iniciais de WiMax, e deverá colaborar para o lançamento de mais redes.

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Além da promessa de oferecer cobertura de internet em banda larga em áreas amplas, o WiMax deve mexer com o cenário competitivo e a posição de comando das operadoras. A maior parte das operadoras móveis declarou que não vai implantar WiMax, preferindo aguardar pelo LTE. Elas têm pouca escolha devido aos altos investimentos realizados para implatar a tecnologia 3G, valores que, em muitos casos, ainda precisam ser recuperados.

O padrão LTE foi desenvolvido como um upgrade para redes 3G e HSDPA e oferece uma banda maior do que as atuais tecnologias móveis. A japonesa NTT DoCoMo, anunciou no último mês que seus testes com LTE atingiram velocidade de download de 250 Mbps, mas a operadora só oferecerá a tecnologia em 2010.

A Vodafone também está apoiando o LTE. Trevor Gill, chefe de redes do grupo de pesquisa e desenvolvimento da operadora, declarou recentemente que o padrão pode ser uma opção para upgrade da rede HSDPA. No entanto, Gill continua a observar o WiMax de perto.

Mas nem todas as operadoras de telefonia celular planejam deixar o WiMax de lado. Os competidores menores vêem a tecnologia como uma alternativa para ganhar terreno em relação aos rivais. Tanto a norte-americana Sprint, quanto a KDDI, no Japão, têm planos para oferecer WiMax. Essas empresas – e outras como elas – vêem a oferta do WiMax antes do LTE como uma oportunidade para ganhar vantagem competitiva por serem as primeiras a lançar um serviço de banda larga wireless.

“Com o WiMax, veremos várias empresas como essas oferecendo serviços”, analisa Peter MacKinnon, presidente da LG-Nortel. “Isso é o que definirá o mercado de WiMax”.

O Wi-Max também terá espaço em mercados emergentes, onde a penetração de internet em banda larga continua baixa. Nesses países, a tecnologia será usada como um serviço fixo-móvel, oferecendo acesso sem fio à internet para lugares fixos, como residências ou escritórios, muito mais do que como uma oferta para usuários móveis.

No entanto, as operadoras desses mercados usarão a versão 802.16e, criada para usuários móveis, porque a economia de escala tornará esses produtos mais baratos do que os da versão fixa do WiMax, conhecida como 802.16d, acredita Margaret Rice-Jones, CEO da Aircom International, empresa que auxilia operadoras a planejar redes WiMax.

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