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O CIO que virou consultor

Ao longo dos anos, construí uma sólida carreira em TI e procurei atuar também fora da área para ter uma visão mais ampla dos negócios. Busquei posições como gestão em serviços, supply chain, consultoria e processos industriais. Tudo isso garantiu forte alinhamento na minha gestão de TI com os processos de negócio, assim como abriria […]

Publicado: 27/04/2026 às 18:59
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Construção civil — Foto: Reprodução

Ao longo dos anos, construí uma sólida carreira em TI e procurei atuar também fora da área para ter uma visão mais ampla dos negócios. Busquei posições como gestão em serviços, supply chain, consultoria e processos industriais. Tudo isso garantiu forte alinhamento na minha gestão de TI com os processos de negócio, assim como abriria campos de atuação com grande diferencial para o mercado.

Ao mesmo tempo, fiz um bom “pé de meia”, construí uma rede de relacionamentos e pensei em um modelo de negócios. Assim, ao deixar minha última empresa, onde atuava como gestor de TI, sabia que uma recolocação seria muito provável, já que a experiência acumulada foi extraordinária e apenas cruzei “a faixa dos 40”.

Porém, o tempo de transição iria depender de uma série de fatores aos quais não teria muito controle. Então, acionei o “plano B”. Comprei meu escritório próprio, abri uma empresa de consultoria em processos e TI, a IT4LEAN Consulting, desenhei o plano de negócios e iniciei contatos baseando-me em meu networking. Busquei e realizei alguns projetos para empresas de renome para criar a referência de mercado.

Em paralelo, voltei a lecionar em um MBA, iniciei uma série de artigos em um jornal local e obtive certificações que não tinha tempo para fazer. Também contratei um coach para melhorar meu posicionamento no mercado de trabalho.

Sempre que perguntado por meus colegas de trabalho e funcionários sobre as diferenças entre ser funcionário e ser seu próprio patrão, usava a analogia do pássaro na gaiola e o pássaro livre. O pássaro na gaiola tem sua ração de alimento e água garantida independente do clima ou de fatores externos. Entretanto fica preso àquele espaço e tem de mostrar seu canto continuamente. O pássaro livre pode explorar espaços novos, encontrar montanhas de alimentos e conhecer novos companheiros, mas sempre convivendo com o risco de  não achar “ração suficiente” e ficar à mercê de predadores.

A experiência tem sido interessante no sentido de aprender sobre como funciona este mundo “livre”. Encontrar ex-colegas de trabalho e ex-fornecedores agora como clientes e parceiros definitivamente é uma experiência estranha. Você tem de se lembrar que, agora, quem dá as cartas são os clientes, e que seus ex-fornecedores podem ser parceiros ou concorrentes.

Como CIO, você impunha os interesses da empresa e dos resultados acima de tudo.
O CIO tem um time, processos e metas corporativas a serem atingidas. O consultor pode ter uma equipe, metodologia e metas de projetos a serem cumpridas. Entretanto, os objetivos e visão do consultor são de escopo e prazos muito menores. O CIO se realiza quando a empresa vai bem como um todo, o consultor quando o seu projeto atingiu os resultados esperados.  

Como consultor, é preciso saber ouvir, entender o cenário de negócios e não deixar a menor impressão de que você pode ser uma ameaça – afinal de contas, você era o chefe até então.

Mas a experiência de já ter “sentado na cadeira” do CIO ajuda e muito, uma vez que você sabe exatamente como ele pensa, age e o que valoriza no seu dia a dia.      

Daniel Maçano é ex-CIO da Solectron e hoje atua como consultor independente

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