De acordo com Marcelo Pereira, diretor de atacado da operadora, não há a intenção de lançar um iG 2 a Missão, pois o modelo atual que propicia o sumidouro de tráfego não pode se manter.
A Telemar não tem interesse em investir em outro provedor gratuito, segundo afirmou Marcelo Pereira, diretor de atacado da operadora, nesta quinta-feira (19/08) durante o 13o. Seminário Telecom. Não temos a menor intenção de lançar um iG 2 a Missão, disse o executivo.
Segundo o diretor, o modelo atual, que propicia o sumidouro de tráfego, possibilitando que uma operadora consiga enriquecer às custas de outra não pode ser mantido. Os provedores ganham muito mais dinheiro atualmente com a receita vinda das operadoras do que com a oferta de conteúdo aos internautas. Este círculo vicioso foi criado pela dominância dos provedores grátis e é danoso para todos, enfatiza.
Pereira alega que a distorção do modelo chegou a tal ponto, que atualmente o usuário de internet gratuita em banda estreita é muito mais rentável aos provedores do que os clientes de banda larga. Além disso, como eles ganham mais dinheiro com as operadoras, nem existe a preocupação em desenvolver conteúdo de alta qualidade. É só perguntar a qualquer provedor, provoca.
Para o diretor da Telemar, a solução Bill & Keep, proposta pela Anatel, será uma boa saída para o dilema, embora possa deixar brechas para alguns problemas como o da pirataria no tráfego local de voz. Atualmente 55% do tráfego entrante internacional e 40% do tráfego sainte já vem de operadoras piratas. Meu único receio é que isso possa aumentar no tráfego local, onde o percentual ainda é 10%, conclui o executivo.