ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Migração do Office 2003 para o 2010 exige cuidados

Atualizar todas as instalações com Microsoft Office em uma empresa pode ser tarefa intimidadora, principalmente se os colaboradores ainda usam a versão 2003 da suíte de produtividade. O temor predominante nas corporações é referente à compatibilidade entre os formatos. Na mente dos executivos passam cenários de queda dos serviços e de indisponibilidade. Mas, em um […]

Publicado: 24/05/2026 às 06:32
Leitura
5 minutos
Migração do Office 2003 para o 2010 exige cuidados
Construção civil — Foto: Reprodução

Atualizar todas as instalações com Microsoft Office em uma
empresa pode ser tarefa intimidadora, principalmente se os colaboradores
ainda usam a versão 2003 da suíte de produtividade. O temor predominante nas
corporações é referente à compatibilidade entre os formatos. Na mente dos
executivos passam cenários de queda dos serviços e de indisponibilidade.

Mas, em um relatório apresentado pela Forrester e
intitulado “Armadilhas a evitar na migração para o Office 2010”, os
pesquisadores Phillipp Karcher, Steven Powers, Christopher Voce e Joseph Dang,
mencionam a adoção em larga escala do Windows 7 e o aumento nas atualizações de
hardwares como fatores que devem puxar a adesão ao pacote Office 2010.

As recomendações para realizar tal migração de forma segura
incluem “uma boa dose de planejamento, investimento considerável, capacitação
de usuários e todas as precauções para prevenir eventuais riscos”.

Na avaliação da Forrester, empresas que recentemente
adotaram o pacote do Office 2007 deverão realizar a
adoção do 2010 mais para frente. Mas, para organizações que não deram o passo do XP para o Windows
Vista, nem rodam a versão 2007 da família Office, 2011 é definitivamente o ano
da atualização.

Na planilha de cálculos da Forrester está a previsão de um aumento
da ordem de 7% em aquisição de softwares para 2011. Nas previsões
da Gartner, outra respeitada instituição de pesquisas, esse número fica na casa
dos 7,5 pontos porcentuais, 1,4% mais que em 2010.

Apesar dos departamentos de TI atravessarem épocas de
orçamentos um pouco mais generosos, o processo de atualização entre as suítes de
produtividade da Microsoft andam a passos lentos. Toda operação implica em
migração de volumes de arquivos, ensaios com os aplicativos e em capacitação
dos usuários. Nesse panorama escondem-se armadilhas. Conheceremos quatro delas.

Ignorar o fator incompatibilidade
No relatório, a Forrester esclarece que o maior causador de
queda nos serviços é a incompatibilidade entre aplicativos e arquivos. É onde devem
ser concentrados os esforços e o planejamento. Os pontos mais críticos são a
falta de suporte ao VBA (Visual Basic para Aplicativos), sintaxes, comandos
escondidos, atalhos de arquivo quebrados, nomes de arquivo inválidos e
incompatibilidade de sistemas 64 bits.

Como se essas questões não bastassem, elas são
aumentadas nos processo Sde migração entre os pacotes 2003 e 2010. De acordo com
o estudo da Forrester, as empresas são orientadas a abordar seriamente
eventuais problemas de compatibilidade, que podem ocorrer com os arquivos e
modelos de documentos circulantes na rede. Avaliar a integração do Office 2010
com outros aplicativos normalmente usados na corporação é outra sugestão dada
pela Forrester.

Há várias ferramentas desenvolvidas pela Microsoft e
outras empresas para dar conta da verificação e da atualização dos pacotes necessários
para uma integração bem-sucedida. Contudo, a Forrester alerta que optar por um
produto de terceiros irá vincular as empresas aos softwares oferecidos.

Deixar o usuário às escuras
A atualização do Office 2003 para o 2010 é acompanhada por
uma curva de aprendizado imposta pela presença do Ribbon (barra de ferramentas
padrão) de toda suíte de aplicativos. Para a Forrester, é o momento propício
das organizações capacitarem os help desks para gerenciar o treinamento essencial, sem obrigar os usuários a descobrir sozinhos como realizar determinadas
tarefas no Office 2010.

Uma opção para tal é consolidar as perguntas mais frequentes
em um documento disponível junto à TI. De acordo com experiências anteriores,
cada usuário necessita de aproximadamente 45 minutos de instrução para cada
aplicativo da suíte da Microsoft. Depois do treinamento básico,
vale providenciar material de referência e dar condição aos usuários que se
acostumem com o sistema. Pode ser necessário providenciar aulas adicionais e
cursos virtuais.

Dadas as condições necessárias, os usuários se acostumam ao
Ribbon em questão de poucos dias. O quadro muda no caso de usuários avançados. A
esses cabe “desaprender” o que estão acostumados a manipular; não raramente
esses usuários levam semanas para voltar ao nível de domínio anterior.

Apostar em uso otimizado
É correto afirmar que vários recursos do Office 2010 podem
incrementar o ritmo de trabalho e prover um rápido retorno sobre investimento.
Todavia, empresas que apostarem nessa estratégia correm um sério risco de se
frustrar.

A Forrester encoraja as equipes de TI a educar os
colaboradores da empresa no que se refere a certas facilidades apresentadas pelo
pacote da Microsoft. Entre esses recursos está a edição compartilhada e
simultânea de um documento por várias pessoas e a criação de rotinas para
execução de várias tarefas com um clique apenas.

Ignorar a importância da colaboração mútua
Empresas costumam contratar apoio por parte do desenvolvedor
de softwares para ajudar na assimilação das informações sobre o funcionamento
das soluções. Comprar ferramentas que auxiliem no aprendizado é outra atitude
sensata. Contudo, as lideranças de TI podem facilmente esquecer da outra fonte
preciosa de informações sobre o funcionamento dos softwares: os colaboradores
internos.

A Forrester recomenda que sejam criados grupos de discussão
com colaboradores e que as experiências com o Office 2010 sejam partilhadas
entre os funcionários em encontros promovidos pela empresa.

“Treinamentos são uma grande ajuda, mas é sabido que quando
uma informação flui de outro participante em um mesmo ambiente, existe maior
chance de sinergia, além do conhecimento de causa”, finaliza Karcher,
integrante da equipe que fez o relatório.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas