Nos últimos dez anos, as atribuições dos gestores de TI sofreram mudanças importantes, na visão do CIO da montadora de veículos General Motors para Brasil, Argentina e Chile, Claudio Martins. Um dos grandes impulsionadores dessa mudança, segundo o executivo, foi a disseminação da tecnologia. “Hoje, todas as pessoas andam com pelo menos dois dispositivos móveis […]
Nos últimos dez anos, as atribuições dos gestores de TI sofreram mudanças importantes, na visão do CIO da montadora de veículos General Motors para Brasil, Argentina e Chile, Claudio Martins. Um dos grandes impulsionadores dessa mudança, segundo o executivo, foi a disseminação da tecnologia.
“Hoje, todas as pessoas andam com pelo menos dois dispositivos móveis em
mãos. Com isso, o profissional TI saiu das salas de data center e passou
às mesas de reunião das áreas de negócio”, resume Martins.
No caso específico da GM, o CIO aponta que todas as iniciativas ligadas ao crescimento e à evolução da montadora dependem diretamente do seu departamento. Para ilustrar essa situação, o executivo afirma que se algum sistema para de funcionar nas fábricas da companhia, isso pode afetar toda a produção da companhia e que, só no caso da unidade de São Caetano do Sul (SP), responde pela produção de um veículo a cada minuto.
Martins afirma também que sua área tem hoje participação direta nos veículos produzidos pela GM. Como exemplo, ele cita que todos os veículos ‘Flex’ (com motores que funcionam com álcool ou gasolina) – que correspondem a 88% dos carros produzidos hoje pela marca no Brasil – dependem de sua equipe. “A área de TI é responsável por desenvolver um programa que permite aos automóveis reconhecer os diferentes combustíveis”, explica o CIO.
Quanto às principais apostas da TI para 2010, Martins informa que deve investir em mobilidade, virtualização e computação em nuvem para reduzir custos e aumentar a agilidade operacional. “Hoje é impossível pensar em crescimento e evolução sem a participação do departamento de TI”, diz.