Em 2009, a equipe de TI da rede de farmácias Droga Raia deparou-se com a necessidade de buscar uma forma de reverter a lentidão nos sistemas da companhia e que afetavam o tempo de atendimento aos clientes nas cerca de 300 lojas do grupo, espalhadas por cinco estados (Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, […]
Em 2009, a equipe de TI da rede de farmácias Droga Raia deparou-se com a necessidade de buscar uma forma de reverter a lentidão nos sistemas da companhia e que afetavam o tempo de atendimento aos clientes nas cerca de 300 lojas do grupo, espalhadas por cinco estados (Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo). Boa parte do problema estava relacionada à rápida expansão do grupo somada ao aumento no número de serviços oferecidos aos usuários, que passaram de 4 para 22 aplicações em quatro anos.
Uma das saídas para solucionar o problema era aumentar os links de comunicação, a partir de uma expansão da capacidade contratada para a rede MPLS, que interliga o data center da Droga Raia, em Embu (São Paulo), com as diversas lojas. Essa alternativa implicaria em um aumento expressivo nos gastos mensais com telecomunicações, o que era algo impensável, de acordo com o diretor de TI da companhia, Giovani Profili.
“Enquanto o valor para armazenamento de dados tem caído a uma taxa de 36% ao ano, o custo para transmissão vem crescendo cerca de 5%”, relata o executivo. “Assim, o desafio que tínhamos era entregar mais dados pelas linhas que já estavam contratadas”, complementa Profili.
A alternativa encontrada pela equipe de TI foi implementar um sistema para compressão dos dados. Para tanto, em abril de 2009, a empresa abriu uma concorrência no mercado entre três fornecedores e da qual a F5 Networks saiu vencedora. O projeto previu a instalação de dois equipamentos batizados de Big-IP entre os nove servidores corporativos da Droga Raia e os roteadores que interligam o centro administrativo da empresa, em São Paulo, com suas lojas. A solução funciona como um switch inteligente, que distribui as cargas de forma automática, evitando a sobrecarga das máquinas e os gargalos nos sistemas. Além disso, ele permite um encapsulamento dos pacotes que trafegam pela rede.
A solução permitiu trafegar três vezes mais dados pelos mesmos links de comunicação, relata o diretor, ao informar que isso permitiu uma redução no tempo de resposta dos sistemas, de 15 segundos para 5 segundos. “Conseguimos um ganho intangível”, ressalta o executivo, ao citar que a rapidez na resposta às solicitações melhorou a qualidade de atendimento percebida pelos clientes.
Além disso, o diretor afirma que o projeto evitou que a empresa gastasse mais 700 mil reais para ampliar a rede MPLS e que hoje tem uma capacidade contratada de 64 Kbps a 256 Kbps por loja. Mesmo sem revelar os investimentos realizados para a implementação dos equipamentos fornecidos pela F5 Networks, ele calcula que só graças ao fato de evitar um acréscimo nos gastos com telecomunicações, o projeto se pagou em um prazo de seis meses.