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Reestruturação do data center: empresas colhem benefícios

Depois de perceber que o data center da companhia, localizado em Denver (Estados Unidos) utilizava mais espaço do que o necessário, o banco Credit Union of Colorado optou por enxugar a estrutura. Um projeto que foi recebido de forma positiva pelo administrador de redes sênior da instituição financeira, Tom Gonzales, o qual defende o mantra […]

Publicado: 11/05/2026 às 13:39
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Reestruturação do data center: empresas colhem benefícios
Construção civil — Foto: Reprodução

Depois de perceber que o data center da companhia, localizado em Denver (Estados Unidos) utilizava mais espaço do que o necessário, o banco Credit Union of Colorado optou por enxugar a estrutura. Um projeto que foi recebido de forma positiva pelo administrador de redes sênior da instituição financeira, Tom Gonzales, o qual defende o mantra de quanto menor, melhor.

A decisão de reestruturar o data center não representa um caso isolado, mas já tornou-se uma tendência de TI depois da crise financeira internacional, por conta da possibilidade de reduzir a conta de energia elétrica, diminuir os custos de propriedade e melhorar a gestão da infraestrutura.

No caso do banco norte-americano, por exemplo, a virtualização dos servidores trouxe ganhos imediatos. “Nós costumávamos manter 40 equipamentos. Agora temos 12 racks e o plano é consolidar para apenas 4”, diz Gonzales. Ele conta que o espaço vazio do data center será utilizado como uma extensão do escritório da companhia, que mantém 80 mil funcionários.

O diretor de serviços de TI da Universidade de Victoria, em Melbourne, Austrália, Phil County, é mais um dos líderes que procuram se beneficiar de um data center compacto. County está supervisionando a construção de um novo ambiente que atenda a necessidade da computação e de rede de toda a universidade, mas que traga economia de hardware, uso de energia e espaço físico. “Nosso objetivo é manter a menor infraestrutura possível. Para tanto, estamos criando um novo tipo de data center, bem diferente daqueles que ocupam campos de futebol”, informa County.

O desafio é grande: a Universidade de Vitória opera 11 campi e outras unidades na área chamada de grande Melbourne, oferecendo serviços a mais de 45 mil alunos. A instituição vê o novo complexo de data center, alocado em duas unidades, como crítico para a realização dessa atividade e para dar suporte às atividades administrativas. “Precisamos garantir nosso crescimento futuro e planejar, desde já, o atendimento às necessidades dos próximos dez anos, incluindo energia, refrigeração, espaço físico e capacidade”, diz o diretor.

Apesar da operação em dois locais físicos, a universidade está criando um único data center lógico que oferece redundância e flexibilidade para as operações. Virtualização, racks de alta densidade e desenho modular vão permitir que a instituição diminua seu consumo de energia. O data center também utilizará refrigeração enfileirada, focando na fonte de calor, combinado à refrigeração gratuita do inverno de Melbourne.

A universidade utilizará também pequenos módulos UPS para maximizar o total de energia consumível e otimizar a eficiência. A expectativa é que o data center consuma 45% menos energia que uma planta comum, com potencial de economia de 300 mil kilowatts por ano. Com o novo data center tomando forma, County está consolidando também servidores e outros equipamentos que antes estavam espalhados em diversos edifícios. “Já centralizamos mais de 350 máquinas e reduzimos o número de caixas para cerca de 240”, contabiliza.

Nos casos de sucesso, a virtualização desempenhou um importante papel na redução de tamanho dos data centers e dos custos. O co-fundador da empresa especializada em projetos de data centers Kovarus Technology Solutions, Peter Castaldi, comprova a hipótese com números. “Cada servidor físico consome uma quantidade fixa de energia o tempo todo, não importa se é muito ou pouco usado. Cada servidor virtualizado representa um impacto imediato nas contas”, afirma.

A virtualização também leva a um data center mais produtivo e de melhor desempenho. “A tecnologia muda muitos processos e melhores práticas. Muda a forma como você usa hardware, armazenamento, redes. A maioria das coisas muda para a melhor”, avalia Castaldi.

A virtualização também força os líderes a prestarem mais atenção à forma como eles configuram e rodam os sistemas. Mas o esforço é compensado pelo resultado, diz Castaldi. Os benefícios, segundo ele, são redução de Capex, custos operacionais, melhoria dos planos de recuperação de desastres, entre outros resultados que se pode esperar da redução do data center. “E é tudo facilmente justificável, pois são custos diretos”, ressalta.

Os benefícios são tão evidentes que os líderes já buscam virtualizar tudo o que é possível na infraestrutura da empresa: armazenamento, desktops e até laboratórios de automação. “Tudo isso pode ser colocado no jogo do data center para economizar de diversas formas”, pontua Castaldi.

Reformulação
A empresa de saúde Sister Mercy Health é mais uma com projetos complexos de consolidação de data center. No passado, a companhia, que opera 18 hospitais, acabou tendo que lidar com sete plantas, tornando essa redução mais difícil.

A organização agora está trabalhando em um data center compacto projetado para atender sua necessidade em termos de fluxo de trabalho, configuração, uso de energia e outras áreas críticas. Mas antes que a construção seja levada adiante, a Mercy precisou encontrar um lugar para instalá-lo. O desafio, segundo o diretor executivo para data center da companhia, David Shaw, era manter o data center longe das principais possibilidades de falha. “Também queríamos ter certeza de que haveria acessibilidade em termos de conexões de alta velocidade”. Para tanto, a escolha foi um lugar bastante próximo à matriz da compania, em St. Louis, Missouri (EUA).

Ao desenvolver o data center, o objetivo de Shaw era manter a planta o mais compacta possível, considerando as altas cargas de trabalho relacionadas a negócios e serviços médicos. O diretor executivo escolheu um projeto modular que permite a uma redução ou expansão veloz do data center de acordo com as necessidades da Sister Mercy Health.

Conselhos para as empresas
O maior desafio na redução de tamanho de um data center é o planejamento. Todo o projeto deve ser feito cuidadosamente, de forma que tudo se encaixe quando estiver finalizado. “Nos dias de hoje, não há espaço para desperdícios”, observa Gonzales.

Outra questão que costuma surgir é um certo desconforto nos líderes de TI e em sua equipe que acreditam que vão perder o domínio sobre a infraestrutura da empresa. Gonzales diz que é necessário deixar claro que um data center menor não reflete nas habilidades e na qualificação da equipe. “Somos julgados pela qualidade do trabalho e não pela área que ocupamos na companhia”, afirma.

Outro temor é de um eventual impacto no tamanho da força de trabalho, mas diminuir o data center não significa, necessariamente, redução da equipe. “Pode até melhorar, já que a equipe trabalha de forma mais inteligente e os líderes de TI têm a oportunidade de mostrar mais valor”, pondera Castaldi.
Tarefas como backups e relatórios são reduzidas ou eliminadas nos novos tipos de data center, mas atividades mais complexas, como aplicações e serviços de rede continuam precisando de profissionais qualificados.

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