Em janeiro de 2005, Mozar de Leone Mauro, superintendente de recursos humanos do Samaritano, percebeu diante da proposta da companhia de preparar-se para as novas tendências na área hospitalar a necessidade de transformar a área de recursos humanos, até então focada em processos administrativos, em um departamento estratégico. Redesenhar a gestão de pessoas de forma […]
Em janeiro de 2005, Mozar de Leone Mauro, superintendente de recursos humanos do Samaritano, percebeu diante da proposta da companhia de preparar-se para as novas tendências na área hospitalar a necessidade de transformar a área de recursos humanos, até então focada em processos administrativos, em um departamento estratégico.
Redesenhar a gestão de pessoas de forma descentralizada para que cada diretor de área pudesse efetivamente se responsabilizar por sua equipe era um grande desafio para Mauro. Ele queria um portal em que o gestor pudesse avaliar custos, processos, seleção, indicadores de desempenho e a necessidade de treinamento em sua área de forma autônoma.
Assim, o departamento de RH em parceria com a TI foi em busca de uma solução adequada à essa proposta. A equipe chegou ao software Rhevolution da Techware. No princípio, o Samaritano escolheu uma terceira empresa para fazer o outsourcing do processo de administração de pessoal – uma tarefa muito organizacional e sistêmica – utilizando uma triangulação. A experiência, porém, não deu bons resultados, até que no início de 2007 a própria Techware se ofereceu para prestar o serviço e “desde então o BPO (business process outsourcing) tem funcionado bem assim”.
Depois de um ano utilizando BPO, os ganhos se mostraram efetivos. O Samaritano teve uma economia de R$ 2,3 milhões com o mapeamento e resenhos de todos os processos de RH
A grande barreira estava, ainda, em fazer com que os líderes entendessem seu papel na gestão de pessoas. “Logo de cara, houve muita resistência interna”, explica i superintendente, o que tornou todo o processo de implementação mais difícil. Mauro trabalhou para criar inteligência de processos e criou um programa de treinamento continuado para liderança, o Foco.
“Pegamos cada líder independente de patente e colocamos no programa para capacitação em cinco frentes”, afirma ele. A primeira delas era sensibilizar os líderes para a gestão de mudanças, já que o mercado de saúde está mudando e o Samaritano passaria pode grandes reestruturações no horizonte próximo. Em seguida, o treinamento teve como foco a formação de executivos para a gestão de pessoas, que incluiu desde treinamento para utilização da nova ferramenta, como a maneira adequada de prover feedbacks e motivar times, por exemplo.
Além disso, Mauro aproveitou para ajudar os líderes na criação de visão de negócio, para que cada área do Samaritano passasse a ser vista como um pequeno negócio. “Era hora do hospital parar de trabalhar como uma união de pequenos feudos e começar a trabalhar de forma matricial” e para isso, os líderes precisavam receber capacitação para iniciar a gestão efetiva de processos.
Hoje, todo o recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, saúde e segurança ocupacional, além de gestão de desempenho é feito por meio do software de RH, todos utilizados no modelo ASP (Aplication Service Provider) em que o Samaritano paga apenas uma assinatura para ter acesso às ferramentas de gestão e suporte.
Resultados
“O maior benefício é o da organização. Hoje a empresa é focada em resultado e indicadores de performance, de forma que cada área está alinhada e contribuindo de forma melhor com o negócio”, afirma, satisfeito, Mauro.
Outro importante resultado do projeto, de acordo com o superintendente de recursos humanos, é tirar a gestão de pessoas da subjetividade. “Antigamente, cada líder produzia líderes de sua equipe sem critérios. Hoje temos modelo de competência, garantindo que toda a movimentação de pessoas segue esse modelo”, garante.
Toda essa movimentação prepara o hospital para seu re-posicionamento no mercado, que tem como reflexo a ampliação de suas instalações com a construção de um novo complexo hospitalar, que será entregue no primeiro semestre de 2010. O novo prédio terá 32 mil metros quadrados, totalizando ao hospital mais de 60 mil m2, e vai empregar empregar mais de 600 profissionais.
Hoje, o hospital possui 200 leitos, onde são internados cerca de 13 mil pacientes por ano. A estrutura de atendimento conta com 1.600 colaboradores e tem 1.100 médicos credenciados. São realizadas cerca de 10 mil cirurgias e mais de 131 mil atendimentos de emergência por ano.