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Azul Linhas Aéreas enxuga preços e estrutura

A Azul Linhas Aéreas entrou em operação no dia 15 de dezembro, prometendo incomodar as já estabelecidas TAM e Gol. Na primeira semana, a companhia operou entre as cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Vitória (ES) com taxas de ocupação de cerca de 70%, o que já a faz […]

Publicado: 02/05/2026 às 01:06
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Azul Linhas Aéreas enxuga preços e estrutura
Construção civil — Foto: Reprodução

A Azul Linhas Aéreas entrou em operação no dia 15 de dezembro, prometendo incomodar as já estabelecidas TAM e Gol. Na primeira semana, a companhia operou entre as cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Vitória (ES) com taxas de ocupação de cerca de 70%, o que já a faz prever chegar a março de 2009 com uma frota de algo entre 10 e 12 aviões.

Por trás das ações da nova companhia, uma área de TI construída, do zero, em apenas oito meses. Paulo Nascimento, diretor de Tecnologia da Azul, foi contratado no final de abril de 2008. Vindo da Gol, o executivo tratou de, nos dois meses seguintes, definir os responsáveis pelas áreas de projetos e infra-estrutura, ambas ocupadas por profissionais também vindos da Gol.

A primeira foi ocupada por Luiz Comar, em maio, e a segunda por Kleber Linhares, este contratado em junho. A partir daí começou de fato o desenho da estrutura que, em dezembro, deveria dar suporte às operações da nova companhia. “O primeiro conceito que levamos em conta, e que vale até agora, é que a estrutura deveria ser enxuta e de alto nível”, lembra Nascimento.

O conceito foi seguido à risca: a área de TI da Azul conta hoje com 17 profissionais, sendo dez gerentes e o restante formado por analistas seniores. A quantidade se explica. Desde a fase de desenho da estrutura, ficou estabelecido que a companhia trabalharia com BPO (Business Process Outsourcing) sempre que possível. Dentro deste conceito, a Azul tem hoje quase todos os seus sistemas operando no modelo ASP (Application Service Provider).

A área de serviços ao cliente, que inclui internet, call center, aeroportos e gateway de pagamentos, é gerenciada pelo aplicativo Navitaire NewSkies, hospedado pela CI Com, empresa do grupo Indra baseada na Espanha. No setor de operações há dois sistemas, Navitaire Geneva, responsável por controle de malha, escala de tripulantes e operações; e o Jeppesen, este para peso, balanceamento e planos de vôo, ambos hospedados no data center da JetBlue, em Minneapolis (EUA).

O back office é controlado pelo Oracle Enterprise Business Suíte, alugado junto a Prodicom no modelo ASP Builder Run e hospedado na Diveo, em São Paulo. Por fim, o Trax, sistema responsável pelo gerenciamento de manutenção, que também roda nos Estados Unidos. “Buscamos não desenvolver nada em casa e utilizar ao máximo a arquitetura SOA. Nossa previsão é que mais de 70% de nossos sistemas serão SOA, o que vai facilitar muito sua integração”, lembra Nascimento.

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Infra-estrutura
O responsável pela implementação da infra-estrutura da Azul, Kleber Linhares, lembra que foram gastos cerca de 30 dias para que ela fosse desenhada, antes que a implementação fosse iniciada. Isso garantiu que alguns requisitos fossem definidos antes do início de qualquer projeto. “Nosso data center, por exemplo, é 90% virtualizado com VMware. Isso nos dá a opção de ampliar nossa capacidade de processamento a qualquer momento”, diz.

Na estrutura de telecomunicações, houve uma preocupação adicional com redundância e garantia de níveis de serviço. Os links MPLS são fornecidos pela Oi – que conseguiu o contrato graças à compra da BrT. “Temos duas físicas de telecom, uma pela nuvem da Oi, outra pela nuvem da BrT”, lembra Linhares. Os sistemas de telefonia foram alugados na forma de serviço junto à Siemens, que hospeda o sistema de PABX IP e cobra por ramal.

Os pontos de atendimento nos aeroportos são equipados com thin clients HP equipados com software Altiris e flash cards, que garantem operação mesmo sem acesso à internet. A configuração dos equipamentos permite que sejam gerenciados e atualizados a distâncias, sem a necessidade de um grupo de servidores responsáveis por isso. Ao contrário, a rede é gerenciada a partir de um servidor virtual. “Fizemos a opção de aquisição de 100 destes equipamentos, dos quais 50 já foram realizadas”, diz Linhares.

A rede de telecom tem outra peculiaridade: ela trafega sinal de rádio via UHF, o que permite comunicação entre os computadores da companhia e as aeronaves. Isso é feito por meio de estações nos aeroportos que recebem o sinal das aeronaves e o transmitem via web.

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Futuro
Para 2009, a equipe de TI da Azul já tem no forno uma série de projetos. Um deles é a instalação, já a partir de janeiro, de totens para comercialização de passagens e realização de check-in nos aeroportos. Inicialmente serão 20 deles implantados nos aeroportos em que a companhia opera.

“Também no ano que vem devemos ter iniciativas de BI. Vamos criar a Universidade Azul, que será um centro de conhecimento que vai incluir também um aplicativo de BI, que será Oracle”, revela Nascimento. Outros projetos prevêem a implementação de soluções de gestão de identidade, a evolução da integração dos sistemas em SOA e projetos de mobilidade.

“Nosso objetivo é usar o celular como ferramenta de relacionamento com o cliente e também de operação com as equipes nos aeroportos. Tudo isso mantendo nossa estrutura enxuta e utilizando muito parceiros e fornecedores”, diz o diretor.

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