Desenvolver novos produtos e conquistar uma fatia maior do mercado. Estes dois objetivos têm orientado o planejamento estratégico de 2010 da cooperativa de serviços de saúde Unimed Porto Alegre, que atua na capital, região metropolitana e litoral Norte do Rio Grande do Sul. O presidente do conselho de administração da cooperativa, Márcio Pizzato, informa que […]
Desenvolver novos produtos e conquistar uma fatia maior do mercado. Estes dois objetivos têm orientado o planejamento estratégico de 2010 da cooperativa de serviços de saúde Unimed Porto Alegre, que atua na capital, região metropolitana e litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O presidente do conselho de administração da cooperativa, Márcio Pizzato, informa que a Unimed aposta na inovação para se diferenciar no mercado. Como parte da estratégia, a área TI investe em um projeto de biometria, que vai gerar uma economia de até 4 milhões de reais para a organização.
CIO – Faça um breve balanço de 2009.
Márcio Pizzato – Estamos com um excelente desempenho. No primeiro semestre, obtivemos um crescimento de aproximadamente 6% e, até o final do ano a estimativa é de que o incremento seja de 10% em relação a 2008 – período que ficou marcado como o melhor ano da nossa história –, quando faturamos 800 milhões de reais.
CIO – Como a crise financeira afetou seus resultados ao longo deste ano?
Pizzato – Recentemente, vivemos a experiência de uma crise mundial que afetou a economia como um todo. No segmento específico da Unimed Porto Alegre, que oferece produtos na área de saúde suplementar, não foi diferente.
Como o nosso negócio está diretamente vinculado ao mercado corporativo, sem sombra de dúvidas, estamos atentos e monitorando os desdobramentos da crise. Porém, conforme mencionei anteriormente, obtivemos resultados excelentes em 2009.
CIO – Houve investimentos estratégicos em TI para melhorar a operação?
Pizzato – Sim, investimos forte na área neste ano, quando demos andamento a um grande processo de implementação de biometria, iniciado em 2008, com investimentos
calculados em 500 mil reais. Em breve, o sistema será estendido às unidades credenciadas à rede, como consultórios médicos e laboratórios. Para tanto, já está em andamento a captura de impressões digitais de clientes em postos credenciados à cooperativa. Esta coleta também será realizada com os usuários empresariais, que correspondem a cerca de 80% de nossa base.
Com o uso da identificação biométrica nos preparamos para a adoção do prontuário eletrônico. Com ele, será possível, por exemplo, que o médico acesse durante uma consulta o histórico de exames do paciente, o que facilita e agiliza o diagnóstico. Nos nossos núcleos Unifácil isso já é possível.
Além disso, investimos no Guia Médico no celular. Com essa ferramenta o cliente poderá verificar, de onde quer que esteja, a disponibilidade de médicos por plano, cidade ou especialidade. A tecnologia, desenvolvida pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), permitirá que os nossos clientes façam o download de dados em seus celulares.
CIO – De que forma o uso da tecnologia pode ser um impulsionador do seu negócio?
Pizzato – Na medida em que criamos várias facilidades ao cliente, agilizando e qualificando o seu atendimento, oferecemos um serviço cada vez melhor e moderno, o que corresponde à solicitação do mercado.
CIO – Qual sua participação nas decisões dos projetos de TI?
Pizzato – Como presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, eu exerço o estilo de liderança estratégica, na qual o controle de todas as ações e os resultados são extremamente monitorados.
CIO – Em sua opinião, a tecnologia tem ajudado – ou vai ajudar – a empresa a reduzir custos e melhorar resultados?
Pizzato – Com certeza. O sistema de biometria, por exemplo, agiliza o atendimento aos clientes e acaba com qualquer possibilidade de fraude no uso dos cartões de identificação de pacientes. Com isso, é possível evitar desperdícios e atingir, no final do projeto, uma economia de até 4 milhões de reais para a empresa.
CIO – A empresa já percebe o reaquecimento da economia?
Pizzato – Acreditamos que a crise já esteja caminhando para seu fim. Porém, o atual momento ainda gera incertezas. Acompanhamos diariamente os nossos indicadores, pois o cenário do desemprego tem impacto direto no nosso negócio, seja por rescisões de clientes ou de movimentações negativas na nossa base de usuários. Recuperar esse crescimento e torcer por uma retomada econômica do País passa a ser a nossa reflexão diária.
CIO – Esse reaquecimento está refletido no planejamento de 2010?
Pizzato – Estamos muitos otimistas. Projetamos um crescimento para o próximo ano, tanto em resultado líquido como em número de clientes. Acreditamos que o desenvolvimento de produtos e a conquista de novos mercados vão permitir atingirmos esses objetivos.
CIO – Como a TI faz parte de sua estratégia para o próximo ano?
Pizzato – Nos dias de hoje fica muito difícil não contemplar a palavra inovação na estratégia da cooperativa. A partir do planejamento de 2008, incorporamos o conceito de inovar nos nossos valores, pois acreditamos que não podemos ficar alheios às mudanças do mundo. Em 2010, além da biometria, vamos desenvolver projetos de telemedicina.
CIO – Se pudesse dar um único conselho para o executivo responsável pela TI em sua empresa, qual seria?
Pizzato – Esteja atento aos novos meios de comunicação disponíveis e aproveite as mudanças tecnológicas do mundo em benefício da empresa, seus acionistas, funcionários e clientes.