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Como o MySpace está afetando a sua rede

Uma página do MySpace tem entre 200 a 300 referências DNS associadas, enquanto uma página normal de notícias pode ter cerca de 10 a 15, o que prova o quanto os sites de redes sociais comprometem a rede.

Publicado: 02/04/2026 às 11:05
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Como o MySpace está afetando a sua rede
Construção civil — Foto: Reprodução

O aumento do número de sites de redes sociais como o MySpace, YouTube e Facebook está contabilizando um grande volume de Sistema de Nomes de Domínios (DNS) e consumo de banda para operadoras, universidades e corporações, que lutam para manter bons desempenhos de suas redes.

A tendência está estimulando alguns operadores de rede a atualizar seus sistemas DNS, enquanto outros estão bloqueando todos esses tipos de site. Além disso, imagina-se que o chamado “Efeito MySpace” vá atingir muitas outras redes em breve, na medida que essas características de interatividade intensiva com a rede vão migrar de sites especiais para operações de e-commerce e intranets.

“Mídias sociais não estão somente em sites como MySpace, mas vão prevalecer também em sites de varejo, de mídia e entretenimento”, afirma Mike Afergan, CTO da Akamai, especilizada em entrega de conteúdos de rede que suporta o MySpace, Facebook e o Friendster. “Isso gera muito mais requisições e muito mais tráfego de bits entre essas redes”, alerta.

A demanda natural por sites de redes sociais ganhou notoriedade em maio, quando o Departamento de Defesa dos EUA (DoD) anunciou que estava bloqueando internamente o acesso de 13 sites ao redor do mundo, incluindo o MySPace e o YouTube.

O comando do DoD, Global Network Operations, notou um aumento significativo do uso de recursos de rede em função das visitas individuais a sites recreacionais, segundo o general BB Bell. “Esse tráfego pessoal de entretenimento exerce impacto em nossa rede e na disponibilidade de banda, o que nos coloca um desafio operacional e de segurançar significativo”, diz.

Mas o órgão militar não é a única organização que percebeu como esses sites estão afetando os recursos de suas redes. “Uma das coisas que estamos ouvindo mais e mais das operadoras é que sites de redes sociais estão contribuindo para um crescimento exponencial do tráfego DNS”, diz Tom Tovar, presidente e COO da Nominum, que vende software DNS para empresas e operadoras.

Esse tipo de site cria um grande volume de tráfego DNS porque eles atraem conteúdo de toda a internet. A maioria deles usa sistemas de entrega de conteúdo para ampliar o alcance geográfico de seus conteúdos e então os usuários podem acessar isso mais próximo de casa.

“Uma única página do MySpace pode ter entre 200 a 300 referências DNS, enquanto uma página normal de notícias com anúncios pode ter cerca de 10 a 15 – é um aumento exponencial”, afirma Tovar.

A Virgin Media, uma provedora de serviços a cabo com 10 milhões de assinantes no Reino Unido, descobriu que a média de tráfego DNS gerado por sites de rede social aumentou drasticamente nos últimos 10 meses. O tráfego do YouTube e da Facebook dobrou nesse intervalo, mas ainda representa uma fração do tráfego total de DNS da Virgin Media. O YouTube cresceu de 0,5% para 0,75% no tráfego da operadora e o Facebook passou de 0,5% para 1%. Em contraste, o MySpace agora representa 10% do tráfego de DNS da empresa, contra 7,2% há quase um ano.

Os sites de rede social “estão gerando muito mais pedidos de restauração de DNS por usuário do que qualquer outro site, porque, da maneira como as páginas do MySpace são estruturadas, uma simples página pode gerar centenas de pedido para restauração de informação de dentro da raiz dos dados”, de acordo com Keith Oborn, arquiteto de produtos de sistemas de rede da Virgin Media.

“Esses sites estão usando um grande número de TTLs (time to live value), o que aumenta a carga nos servidores DNS. O mesmo aconteceria para um cliente corporativo como você vê acontecer em um serviço de provimento de rede”, afirma. Oborn diz que é raro para um site contabilizar 10% de tráfego DNS. “O MySpace é um que todos conhecem e o que precisamos é manter o cuidado no campo do DNS.”

A Virgin Media está enfrentando esse fenômeno por meio da atualização da infra-estrutura de DNS para a última versão do software Nominum’s, que usa uma técnica chamada Anycast para prover carga de balanceamento para melhorar a redundância. A empresa ainda planeja concluir a atualização na metade deste ano.

Com a nova configuração, a Virgin Media diz que “poderia fazer 2,5 milhões de pedidos DNS por segundo, mas tudo o que precisamos é 50 mil ou 60 mil”, argumenta Obort. “Nós temos muita capacidade sobrando no DNS e que nos custa algumas poucas centenas de milhares de libras na maioria”.

A Virgin Media está antecipando um crescimento continuado antecipado no tráfego de DNS que dirige em partes por uma rede social de sites. “De modo geral nosso tráfego de DNS está crescendo duas vezes mais rápido do que a velocidade com que crescem os usuários”, garante.

Na Universidade de Kansas, os sites de rede social estão entre os 10 destinos mais populares para uma população de usuário que chega a 20 mil em média por dia. Esses sites “geram muitas requisições de DNS a partir de cada item na página que está espalhado por dezenas e dezenas de servidores”, segundo Travis Berkley, supervisor de serviços de suporte LAN na universidade.

A escola ainda não teve a necessidade de atualizar a infra-estrutura de DNS para suportar o tráfego extra que os sites de rede social geram. A instituição roda o software BIND Version 9 para o servidor DNS. “Nós temos dois servidores que são prioritariamente para o campus e eles parecem manter-se bem”, diz Berkley, acrescentando que alguns departamentos tiveram que ativar seus próprios grupos de trabalho no servidor de DNS.

Uma vantagem para a universidade é que ela já limita a largura de banda que cada estudante pode consumir a partir dos seus dormitórios. Então, mesmo que a universidade não limite o acesso a sites de rede social, ela pode estar certa de que o uso desses sites estará limitado em relação à proporção da largura de banda. “Fizemos isso independentemente desses sites e mesmo de programas peer-to-peer”, conta.

O MySpace parece ser o maior contribuinte dessas redes sociais em termos de promoção dos pedidos DNS, mas a empresa se recusa a comentar o assunto. “O MySpace é realmente um saco, porque gera um enorme número de requisições DNS por causa da forma a que se refere ao conteúdo”, afirma Cricket Liu, vice-presidente de arquitetura da InfoBlox que vende dispositivos DNS para operadoras e corporações.

O servidor é o responsável por ir à internet e achar o nome do servidor correto para o MySpace.com e recuperar os dados. Então é o único que tem que sair e navegar o espaço da internet, encontrar um nome de servidor autoritário para o MySpace.com e trazer o dado de volta. Depois ele tem de continuar indo atrás do nome no MySpace para resolver diferentes nomes de domínios em uma página. Isso pode atrapalhar aqueles nomes de servidores 45 vezes ou mais em algumas páginas particulares.

O servidor DNS do MySpace é menos afetado por esta situação do que aquelas que rodam em operadoras ou empresas. “A média de energia que gasta uma requisição recursiva é maior do que uma requisição autoritária”, explica Liu. “O MySpace tem de rodar o nome do servidor que são autoritário no MySpace.com… O mesmo pedaço de hardware pode fazer uma exigência de resposta de magnitude maior quando é autoritário para o MySpace do que pode fazer agindo como um servidor recursivo. Isso porque não tem de seguir o processo corrente de nomeação de resolução de processo e tem de responder a isso.

O impacto de sites como o MySpace é também menor em servidores raiz e domínios nível top. Por exemplo, a VeriSign estima que os sites de rede social contabilizem menos do que 1% das requisições DNS nos níveis .com e .net. A empresa espera 32 bilhões de consultas DNS por dia.

Os especialistas concordam que as operadoras e empresas são as que vão precisar acompanhar as tendências de tráfego DNS. “O aumento dos sites de rede social é apenas um de um número de fatores que estão causando um crescimento das consultas DNS”, segundo Liu. “Outro são os mecanismos anti-spam e somente o aumento da penetração da banda larga.”

E não são apenas as consultas DNS que conduzem os sites de redes sociais, mas também o grande volume de tráfego. “Essas páginas estão guiando um fantástico grupo de usuários”, de acordo com Akamai’s Afergan. “Esses sites estão motivando seus usuários a interagir com seus sites de um jeito bastante engajado, o que está dirigindo um grande tempo de experiência”, diz.

Afergan afirma que os sites de redes sociais afetam a utilização da rede de duas formas: o perfil baseado em sites como o MySpace gera uma grande requisição por usuários para pequenos arquivos, enquanto os sites de vídeo como o YouTube demandam muita largura de banda para grandes arquivos de video para serem transferidos entre a rede.

“A maioria da nossa parceria de rede está procurando guiar esses sites para uma incrível média de tráfego, ambas em um número de requisições e bytes envolvendo essas consultas”, afirma Afergan. A demanda pesada de rede desses web sites é uma das razões para que sete dos 10 sites sociais esarem o serviço de entrega de conteúdo da Akamai para gerar tráfego. Esta também é a razão para que muitas operadoras permitam que o Akamai coloque limites nos servidores dentro de redes para servir como alimentador de conteúdo local.

“Parte do que nós fazemos para operadoras é minimizar o tráfego nas redes”, afirma Afergan. O impacto de sites de redes sociais acontece primeiramente em uma operadora ou na rede de uma universidade, mas a tendência é que isso comece a afetar mais companhias na medida em que acrescentam características de redes sociais aos sites de e-commerce e intranet.

A IBM, por exemplo, roda sua própria rede social, chamada BluePages que permite aos funcionários prover informações sobre eles mesmos para outros funcionários. Enquanto isso, a Coca-Cola está prestes a lançar um telefone móvel baseado em comunidades e redes sociais para consumidores do Sprite. “Imagine quando existirem milhares desse tipo de site, eles vão ser uma parcela muito mais significativa de todas as consultas de DNS”, afirma Ken Silva, CSO da VeriSign.

O executivo se preocupa mais com o impacto no DNS da migração da telefonia e dos serviços de televisão para a internet do que os sites de redes sociais por si só.

A VeriSign está em meio a um projeto de três anos que prevê o investimento de 100 milhões de dólares para a atualização de sua infra-estrutura DNS que suporta os registros .com e .net e dois servidores raiz. A atualização vai aumentar a capacidade da empresa de suportar as consultas DNS. “Planejar e preparar-se para essas mudanças como os sites de rede social e a transição das grandes infra-estruturas para IP é o que justifica tudo”, finaliza.

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