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Marcos Falcon*

Empatia: uma competência no combate à intolerância

Tenho notado, de uns tempos para cá, que a ansiedade excessiva no ambiente profissional vem provocando um fenômeno capaz de acarretar prejuízos nas relações interpessoais, principalmente entre gestores e subordinados: a baixa tolerância com o próximo. Como Conselheiro do Comitê de Relações Humanas da AMPRO quero compartilhar este texto que acabo de escrever, para que […]

Publicado: 27/05/2026 às 15:13
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Tenho notado, de uns tempos para cá, que a ansiedade excessiva no ambiente profissional vem provocando um fenômeno capaz de acarretar prejuízos nas relações interpessoais, principalmente entre gestores e subordinados: a baixa tolerância com o próximo.

Como Conselheiro do Comitê de Relações Humanas da AMPRO quero compartilhar este texto que acabo de escrever, para que todos possamos refletir um pouco sobre o tema e reavaliar a forma como o mesmo tem sido tratado em nossas organizações.

O problema tem tornado o ambiente de trabalho cada vez mais pesado e é algo que diminui a autoestima da equipe, que perde a vontade de atuar de forma colaborativa. Gestores intolerantes acabam ficando ensimesmados, o que é negativo para o clima organizacional e pode levar o negócio ao fracasso.

Vivemos num mundo que não perdoa a perda de tempo, a lentidão e a falta de qualidade. Em função desses fatores e da pressão natural imposta pela competitividade, muitas vezes temos um impacto no nosso lado emocional, e nem mesmo percebemos seus efeitos, que podem nos levar a doenças como a ansiedade.

Claro, não devemos ser condescendentes com a mediocridade e com a repetição dos erros. Mas temos de nos lembrar que quem erra – e mesmo quem age de forma medíocre em algumas situações – é um ser humano, que deve ser respeitado e tratado com toda a dignidade.

Cabe àqueles com melhor preparo apontar o erro e o ato falho, mostrar as consequências, ajudar a enxergar a falha no processo e até uma eventual falta de competência. Também devem orientar na melhoria e correção do processo, e no desenvolvimento pessoal e profissional.

Não cabe comprometer a imagem do outro ou diminuir sua autoestima. Essas ações são inadequadas, impróprias de um gestor capacitado, e vão criar uma distância entre ele e a equipe – a organização como um todo só tem a perder com isso.

Não quero ser piegas, mas, para que possamos produzir coletivamente com qualidade e prazer, é necessário gostar de pessoas, gostar de verdade, e não como se fossem brinquedos ou instrumentos das nossas necessidades. Um colaborador não está lá para ajudar seu gestor a conquistar os próprios objetivos individuais – ele faz parte de um time, atua para o sucesso do negócio (o que, no final das contas, acaba contribuindo para que todos atinjam suas metas profissionais e pessoais).

De acordo com a Declaração de Princípios sobre a Tolerância da ONU, tolerar é agir com respeito, com aceitação e com apreço pela diversidade em todos seus âmbitos.

Existem comportamentos de intolerância que não têm mais espaço nas organizações – felizmente –, como atitudes racistas, homofóbicas e/ou de violência. Casos assim devem ser apontados, criticados e eliminados do ambiente profissional – e receber a devida punição de acordo com sua gravidade.

No trabalho e na vida, pratique a empatia – que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Uma pessoa empática compreende o grau de dificuldade, a realidade e o sofrimento alheio. Demonstra compaixão, aceitação e age para com seu próximo sem julgamento, transmitindo força e o incentivando a reagir, para transcender o que lhe afeta ou aflige.

Existem pessoas com maior propensão à empatia, mas isso não quer dizer que os outros não possam desenvolvê-la. É uma questão de reflexão e de colocar essa atitude positiva em prática. Se não for por vocação, que seja porque a empresa espera isso de você, já que é uma capacidade que contribui para os resultados do negócio.

Sensibilidade e compaixão não são deméritos; ao contrário, são competências que devemos resgatar para ter maior sucesso em nossas relações – na sociedade, na família e no trabalho.

Portanto, ouça de forma ativa antes de agir com emoção.

Dê um tempo, respire e reflita antes de reagir no impulso.

Isso pode fazer a diferença entre uma boa decisão e um arrependimento.

*Marcos Falcon é membro do Conselho do Comitê de Relações Humanas da AMPRO – Associação de Marketing Promocional e sócio-diretor da Consultoria Datafalcon.

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