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Nuvem ou on-premise, qual é a melhor opção?

Analistas do Gartner destacam que a computação em nuvem é a base dos negócios digitais e pesquisas indicam que as ofertas de serviços e estrutura Cloud movimentarão mais de US$ 300 bilhões, até 2021. Mas será que, mesmo com todo esse crescimento, migrar um negócio para a nuvem é a melhor opção em termos de […]

Publicado: 27/05/2026 às 10:34
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7 minutos
Nuvem ou on-premise, qual é a melhor opção?
Construção civil — Foto: Reprodução

Analistas do Gartner destacam que a computação em nuvem é a base dos negócios digitais e pesquisas indicam que as ofertas de serviços e estrutura Cloud movimentarão mais de US$ 300 bilhões, até 2021. Mas será que, mesmo com todo esse crescimento, migrar um negócio para a nuvem é a melhor opção em termos de custos e resultados?

Antes de afirmar que a nuvem é a solução de todos os problemas, precisamos rever alguns conceitos. Proponho uma reflexão com uma analogia: Uber X carro próprio, que pode parecer estranho, mas não é. Assim com Cloud, a adoção de Uber ou outros aplicativos tem crescido, na busca pela conveniência e economia com mobilidade. Se compararmos o custo anual de um carro próprio, como valor de compra que fica imobilizado e desvalorizando, manutenção, seguro, combustível, estacionamento, impostos etc, e dividirmos pelo número real de horas que o utilizamos o carro, podemos chegar a conclusão que o Uber é a opção mais barata por hora. Mas se fizermos o contrário, alugarmos um Uber para ficar na garagem à nossa disposição, a conta se inverte e fica muito maior.

Nesse artigo quero analisar algumas das possibilidades que a nuvem oferece para diminuição de custos:

Hardware

Um servidor local, é como um carro na garagem, sempre à disposição e com todos os recursos que você precisa ou venha a precisar no futuro. Se hoje você precisa de um carro de 4 lugares e no futuro, com a família maior, precisar de 7, melhor comprar logo o de 7 e ter o recurso à disposição. Da mesma forma com um servidor local, o investimento deve contemplar o crescimento futuro em função da demanda de negócios.

Mesmo que você não adquira tudo que precisa na primeira compra, é sua responsabilidade manter a infraestrutura atualizada do ponto de vista de capacidade e tecnologia. A compra de hardware e sua manutenção exigem investimentos regulares e você estará sozinho com o fornecedor nesta negociação. Por outro lado, o provedor de serviços de nuvem, como tem um volume de compra muito maior, consegue condições melhores para o seu custo de infraestrutura que é rateado entre todos os seus clientes, na forma de serviços pagos pelo uso efetivo, no momento do uso, ou seja, economizamos no investimento e gastamos com despesas de uso efetivo, quando ele ocorre. Lembrou do Uber agora?

Software

A mesma analogia vale para Software básico que vem com o servidor, ou de plataformas como banco de dados ou soluções como ERP. O custo efetivo do uso é menor quando tudo é compartilhado, especialmente quando se avalia os serviços necessários para a manutenção e atualização. Enquanto isso, no caso do servidor em nuvem, o sistema será atualizado automaticamente a partir do back-end.

Não há necessidade de investir tempo extra e pagamento em atualizações de software pontuais, isso faz parte do serviço sendo consumido, pois o fornecedor é responsável por atualizações automáticas. O provedor de serviços em nuvem distribui eficientemente o custo de software entre todos os seus clientes. Na analogia do Uber, o que você quer é ir do local A para o B, não importa se o meio de transporte é de sua propriedade ou não, ou seja, a função final é o que interessa, que em última análise, é o papel do software.

Redes – Um negócio com servidores locais, sim, no plural, pois conforme sua empresa cresce, mais servidores são necessários, precisa de uma rede local implantada e mantida. A medida que essa rede de servidores cresce, mais custo e complexidade serão trazidos para o ambiente de TI interno, afim de garantir a operação dos negócios, às vezes com a demanda de um data center interno ou externo, ou seja, mais investimento.

Por outro lado, no caso da nuvem, bastam alguns serviços básicos locais e uma boa conexão web ou um link direto com seu provedor de nuvem. Assim, o custo da rede interna e com data center é reduzido. Na comparação com o Uber, isso representa a economia com os custos de garagem e com o IPVA, que paga pela manutenção das vias de acesso aos serviços de transporte.

Recuperação de dados e backup

A garantia da continuidade dos negócios é um dos assuntos mais sérios nos dias de hoje, levando-se em conta o nível de transformação digital que vem sendo adotado. Neste contexto, a recuperação de dados é necessária em casos de falha ou mesmo desastres e você é o responsável por fazer e manter íntegras as cópias backup de seus dados importantes. Este é um tipo de serviço que pode ser contratado com um provedor de serviços de nuvem, aí o seu papel passa a ser de gestor de um contrato de serviços externos para garantir o resultado que você precisa.

Aliás, este é um bom começo para experimentar serviços em nuvem, contratando desde backup simples até serviços mais elaborados de recuperação de desastres, que em algumas verticais como finanças e Telecom, além de críticos, são motivos de controles de auditoria e compliance. É mais ou menos como o carro reserva do seu seguro de veículo, um serviço à sua disposição que cumpre a mesma função do seu carro. Mas se você migrar seus servidores para a nuvem, o serviço de backup estará incluído no pacote, ou seja, o seguro do carro que o motorista do Uber usa, é de responsabilidade dele.

Gerenciamento da Energia

O gerenciamento de energia é outro requisito importante para um servidor e também para um data center. Da mesma forma que a infraestrutura de hardware e software, o seu abastecimento de energia é crucial para a operação e requer uma especialização e engenharia elétrica e não mais em TI, desde o projeto até a implementação, manutenção e mais crítico, a continuidade do abastecimento. Novamente, a implementação na nuvem significa que você não é diretamente responsável por todas as despesas. Tudo é responsabilidade do seu provedor de serviços de nuvem e você só precisa pagar suas próprias contas com os equipamentos de acesso em seu site.

Headcount

Você precisa contratar uma força de trabalho capacitada e experiente para cuidar de sua sala de servidores, maquinário e sistema operacional. A execução eficaz e o tratamento competente de erros só são possíveis garantindo a disponibilidade de pessoal profissional e qualificado. Se você for terceirizar a equipe, custará ainda mais caro para a empresa. Importante salientar que a quantidade de pessoas talvez seja menor, se você optar por contratar serviços em nuvem, mas a qualificação daqueles que ficarem será maior, pois há uma redução de atividades operacionais e um aumento de atividades de gestão de serviços.

Como vimos, há uma enorme diferença entre ter um servidor em nuvem e um on-premise, sendo que a diferença de investimentos pode ser facilmente calculada. Um provedor de serviços em nuvem pode distribuir as despesas entre seus clientes. Ainda assim, é muito mais barato do que uma solução local. Mas não se engane, se você não souber comprar seu espaço na nuvem, essa diferença pode “sair pela culatra e a aventura na nuvem custar mais caro do que em casa.

Para evitar este transtorno, informe-se, capacite-se e use serviços profissionais especializados no dimensionamento da solução em nuvem que você tem em mente. O conhecimento prévio neste caso, será o grande diferencial na implantação de uma solução em nuvem realmente efetiva.

*Marco Carvalho é CEO da Matza Group

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