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O que é NVMe e por que é a hora e a vez dele?

Para otimizar o fluxo intenso de veículos durante um feriado prolongado existe a necessidade de abrir pistas alternativas em estradas diferentes que percorram o mesmo caminho para viabilizar um tráfego mais intenso. O problema existe quando os dois caminhos se encontram e se afunilam e, próximo do destino, o congestionamento acaba sendo inevitável, estendendo o […]

Publicado: 27/05/2026 às 03:42
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Para otimizar o fluxo intenso de veículos durante um feriado prolongado existe a necessidade de abrir pistas alternativas em estradas diferentes que percorram o mesmo caminho para viabilizar um tráfego mais intenso. O problema existe quando os dois caminhos se encontram e se afunilam e, próximo do destino, o congestionamento acaba sendo inevitável, estendendo o período da viagem de qualquer forma. Assim é o NVMe, um protocolo que acelera a leitura e o armazenamento de um volume imenso de dados, em ambientes que dispõem de excelência de rede e equipamentos físicos de última geração.

Quando falamos de fluxo de dados, o NVMe atua como um substituto moderno para esse efeito funil, detectando as vias entupidas da rede e direcionando a informação de forma paralela e múltipla, para que tudo flua de uma maneira maximizada – e para eliminar o congestionamento em todas as etapas.

Trata-se de um sistema inteligente que entrega um novo conceito para transformar um caminho tecnicamente engessado em uma via livre e totalmente compatível com a tecnologia flash – para leitura e armazenamento de dados com precisão e velocidade inéditas.

Considerado uma evolução natural, o protocolo atende à demanda e o volume atual de dados e, atualmente, o sucesso dos negócios depende principalmente de uma infraestrutura adequada e ágil para acessar e gerenciar essa grande quantidade de informação. Durante algum tempo, a evolução do armazenamento ficou limitada devido a um gargalo no progresso da computação, que ocorreu na última década, quando as organizações se depararam com o aumento crescente de dados e não souberam lidar com essa nova demanda.

O pontapé inicial para o avanço surgiu quando o universo corporativo começou a enxergar nesses gargalos a oportunidade para criar uma arquitetura centrada em dados, que pudesse atender às demandas de agilidade e de desempenho.

Com aplicações muito mais leves hoje em dia, não existe mais a necessidade de distribuir os dados, que agora são virtualizados e podem ser armazenados na nuvem. É neste ponto que entra a arquitetura centrada em dados, porque quando falamos em movimentar petabytes de informações, por exemplo, precisamos lembrar que a distribuição de dados seria muito morosa, e, no entanto, já existe tecnologias para armazená-los e acessá-los rapidamente.

A centralização de dados também ultrapassou a barreira do compartilhamento que limitava o desempenho de outras aplicações. Sem a necessidade de replicação para que cada aplicação tivesse sua própria cópia de dados, hoje é possível garantir a qualidade dos serviços sem afetar as aplicações. Ainda, enquanto elas acessam informações, é possível aumentar o desempenho, a segurança, manter o compliance e reduzir custos.

A memória não-volátil express (NVMe) para tecnologia flash retém os dados mesmo quando o dispositivo é desligado – como no caso do HD e do SSD –, e o NVMe é uma opção capaz de turbinar a performance dos SSDs, explorando toda a arquitetura de leitura e gravação de dados com menor latência, até mesmo quando falamos de cargas de trabalho mais pesadas.

Com o NVMe é possível fazer com que os armazenamentos direto, SAN e NAS pareçam a mesma coisa, porém, de forma mais acelerada e compartilhada, permitindo o acesso a múltiplos discos para leitura e gravação ao mesmo tempo. Esse é o diferencial, já que toda essa arquitetura impulsiona diretamente um dos mercados que promete mais aquecimento nos próximos anos: a Inteligência Artificial (IA). Os executivos de IA já notaram que os sistemas tradicionais não comportam mais a demanda, e estão cada vez mais abraçando o NVMe como uma opção para potencializar a velocidade da entrega de informações.

E principalmente, durante essa transição, buscar soluções com fluxos paralelos para acessar diversas partes do armazenamento ao mesmo tempo. Dessa forma, a equipe de TI poderá extrair toda a vantagem do NVMe e a rotina de trabalho da organização como um todo, poderá ser maximizada em termos de desempenho, velocidade e produtividade.

*Paulo de Godoy é country manager na Pure Storage

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