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Teste do banco de dados Oracle 11g: Advanced Compression

Confira a última parte do teste completo sobre várias das novas funcionalidades do Oracle 11g. Vale apostar na atualização?

Publicado: 26/04/2026 às 14:45
Leitura
5 minutos
Teste do banco de dados Oracle 11g: Advanced Compression
Construção civil — Foto: Reprodução

Outra opção do banco de dados Oracle 11g licenciada
separadamente é o Advanced Compression. Recurso que grava dados em disco de
modo a ocupar menos espaço, o Advanced Compression diminui os custos de
armazenamento, reduz os requisitos de largura de banda de rede e memória e até
melhora a performance da consulta.

O Advanced Compression economiza espaço de storage ao
substituir valores duplicados (como a data em pedidos feitos ao longo de um dia
determinado) em um bloco de dados pelos símbolos para estes valores.

Em outras
palavras, o Advanced Compression não comprime realmente os valores, mas
normaliza os dados exatamente como faz o design de banco de dados. Quanto mais
repetitivos forem seus dados, mais êxito você terá com o Advanced Compression.
E, visto que ele funciona no nível do bloco, a taxa de compressão dependerá de
como você ordena os dados em suas tabelas.

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Além de armazenar mais dados em disco, o Advanced
Compression melhora a performance de I/O. Fica mais fácil para o banco de dados
satisfazer as consultas, já que mais dados são acomodados em menos espaço.
Fisicamente, o banco de dados extrai menos dados do disco para a mesma
informação, por isso pode fazê-lo mais rápido. O problema é que estes
benefícios só se estendem a scans em tabelas, não a consultas indexadas.

Portanto, o Advanced Compression melhora o desempenho de
algumas consultas, mas não de outras. E reduz drasticamente os requisitos de
storage para alguns tipos de dados, mas não outros. Além do mais, até para os
mesmos tipos de dados, no geral as taxas de compressão vão diferir dependendo
da freqüência com que os dados se repetem e como você ordena (indexa) os dados.

Por fim, percent free (PCTFREE), o percentual de uma página
deixado vazio para inserções ou updates, também será um fator importante.
Quanto melhor os dados são “comprimidos”, mais quantidade caberá em uma página
e menos páginas o engine tem que percorrer para satisfazer a consulta. Estes
ganhos podem ser visto por toda parte, desde consultas ligeiramente mais
rápidas a bloqueio reduzido.

Testei o Advanced Compression com dois bancos de dados
separados. No primeiro caso, o banco de dados foi gerado a partir do benchmark
de entrada de pedidos TPC-C, que simula um ambiente completo para processamento
de transações online. No segundo caso, o banco de dados foi o OLTP Table
Compression Test Kit fornecido pela Oracle.

Com o Advanced Compression, você espera que tabelas
diferentes e dados diferentes se comportem de maneira diferente, e foi
justamente o que meus dois testes mostraram. Duas tabelas no Oracle Test Kit
não só comprimiram para um quarto do tamanho original, como também usufruíram
grandes ganhos no desempenho da consulta e até melhorias nas velocidades de
gravação.

As tabelas do banco de dados TCP-C comprimiram bem menos,
variando em economias de 15% a 57%, e não obtiveram benefícios na performance
da consulta ou da gravação. Na realidade, a performance sofreu.

Naturalmente, os resultados do meu teste e os resultados dos
testes da Oracle serão diferentes dos resultados que você obtiver. Seus
resultados de compressão também vão diferir de uma tabela para outra, às vezes
drasticamente.

E atenção: fazer alterações na tabela de base pode mudar a
taxa de compressão. Se os requisitos de negócio ou relatório mudarem (o que é
freqüente) e você tiver que ordenar sua tabela de outra maneira, pode perder
grande parte da compressão. Na pior das hipóteses, você talvez descubra de
repente que não tem mais espaço em disco suficiente.

Observe, ainda, que o Advanced Compression pode impor um
custo em termos de recursos de sistema. Quando configurei os testes de leitura
dos dados TCP-C, ordenei as tabelas para agrupar todos os dados semelhantes e
depois fiz a consulta especificamente a partir destes dados.

Pensei que o
cluster de dados semelhantes melhoraria muito o desempenho do scan, mas não foi
o que aconteceu. Por isso, a menos que você teste a fundo, e com seus dados de
produção reais, talvez se surpreenda com os resultados.

O Advanced Compression pode ser muito valioso para o
administrador de banco de dados inteligente que o gerencia corretamente e tem a
visão de mantê-lo bem, mas você precisa estar atento porque ele acrescenta uma
camada de complexidade à realização de mudanças. E, mesmo antes de
implementá-lo, você terá que fazer muito teste de regressão para assegurar que
seus aplicativos funcionarão como antes.

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