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transformação digital

Infraestrutura hiperconvergente: a revolução que promete otimizar recursos

Quando o conceito de infraestrutura convergente começou a aparecer por aqui – na primeira década do ano 2000 –, o que se buscava era uma operação de TI que aliasse velocidade nos processos e redução de custos. A ideia era viabilizar um ambiente capaz de proporcionar aos usuários uma base automatizada, intuitiva e autossuficiente. Consequentemente, […]

Publicado: 20/05/2026 às 21:26
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Construção civil — Foto: Reprodução

Quando o conceito de infraestrutura convergente começou a aparecer por aqui – na primeira década do ano 2000 –, o que se buscava era uma operação de TI que aliasse velocidade nos processos e redução de custos. A ideia era viabilizar um ambiente capaz de proporcionar aos usuários uma base automatizada, intuitiva e autossuficiente. Consequentemente, sob a ótica financeira, haveria redução real de custos e melhoria efetiva dos negócios gerados para os clientes. A integração de um conjunto de hardwares de diferentes modelos e fabricantes seria capaz de fornecer um sistema de gestão centralizado e diminuir a complexidade de escalonamento. Contudo, um gap se mostrou relevante para o setor com o passar do tempo: a concentração elevada de itens, recursos e licenças, bem como a necessidade de abarcar uma diversidade exponencial de competências técnicas.

Desde então, CIOs e gestores de TI vêm buscando soluções que convirjam as vantagens adquiridas com a implementação da infraestrutura convergente e a necessidade de virtualização e clusterização dos processos. Depois de muitos estudos e testes, surge no mercado o conceito da HCI ou simplesmente infraestrutura hiperconvergente. Trata-se de um modelo dinâmico, flexível e escalável: além de padronizar a utilização de perfis de hardware de acordo com os clusters instalados, o que facilita o escalonamento – pode ser ampliada por scale-out ou adicionando nós horizontalmente à estrutura –, reduz significativamente a complexidade do licenciamento, aumenta o nível de proteção dos dados, elimina a necessidade de muitas diferentes competências no time – normalmente pode ser administrada através de uma interface comum e integrada ao hipervisor, e é de fácil manutenção e atualização.

Em março deste ano, foi divulgado o resultado da segunda edição do estudo IT² – Benchmark da Maturidade da Infraestrutura de TI no Brasil. Em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma nota média de 46,4 pontos, contra 43,7 na edição anterior. Os números são animadores e demonstram um avanço das companhias em relação ao tema de Transformação da TI nos últimos 12 meses.

A infraestrutura hiperconvergente tem um papel muito importante no processo de transformação digital e modernização da infraestrutura tecnológica, pois surgiu para simplificar. Comparada aos processos de aquisição e implementação de infraestruturas tradicionais e convergentes, a hiperconvergência consegue gerar benefícios imediatos, com uma quantidade muito menor de itens e licenças a serem adquiridas, impactando na eficiência operacional e permitindo que o time de tecnologia não seja obrigado a concentrar um volume e diversidade tão grande de competências técnicas, muitas vezes associadas a produtos específicos, e trabalhando cada vez mais alinhados ao negócio.

Em relação ao armazenamento de dados e ao fator segurança, as vantagens oferecidas por uma infraestrutura hiperconvergente parecem ser ainda mais claras e consistentes. A sua proteção ocorre através do Fator de Réplicas, que significa que o mesmo dado pode ser inscrito várias vezes ao longo do cluster, fazendo com que, no caso de falha de um componente de hardware, a mesma informação perdida naquele componente esteja disponível instantaneamente, prevenindo a interrupção da operação e garantindo a continuidade do negócio. E não para por aí. Dependendo da topologia da infraestrutura hiperconvergente, esse fator de segurança pode variar de 2 até 4, o que quer dizer que um mesmo dado poderá ter até três cópias simultâneas, com consumo reduzido de espaço através das funcionalidades de compressão e desduplicação.

O processo de migração dos dados para a nuvem é um outro fator relevante quando se fala da mudança na infraestrutura dentro das organizações. O processo de adoção de cloud computing como facilitador e potencializador de iniciativas ágeis de desenvolvimento gerou grande impacto nas áreas de TI de todos os segmentos. Dessa forma, a infraestrutura hiperconvergente, por sua facilidade e agilidade de implementação, ampliação e gerenciamento surge como uma das principais soluções para possibilitar que as áreas de TI possam disponibilizar recursos precisos ao negócio dos clientes na velocidade requerida.

Sob esse panorama que descreve – e amplifica – as vantagens da Infraestrutura Hiperconvergente, ainda recaem alguns números robustos. Dados da International Data Corporation – IDC – sinalizam que o mercado global de servidores x86 (utilizados na HCI em substituição a hardwares de alto custo e uso específico) voltou a crescer em receita no ano de 2018, após 3 anos de quedas consecutivas. Os principais fatores que explicam o crescimento são: aumento da confiança dos investidores, melhoria no cenário macroeconômico e a necessidade de renovação de base instalada. A previsão é que até o final de 2019 essa receita cresça 2%.

*Luis Vissoto é diretor comercial do Segmento Corporativo da Positivo Tecnologia e Leonardo Paulo é Gerente de Vendas Estratégicas da Supermicro

 

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