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À frente de um gigante

Laércio Albino Cezar cuida do “coração” da maior instituição financeira da América Latina com um orçamento bilionário.

Publicado: 30/04/2026 às 06:40
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5 minutos
À frente de um gigante
Construção civil — Foto: Reprodução

Laércio Albino Cezar comanda um orçamento de 2,2 bilhões de
reais. O número sozinho já é suficiente para dar uma idéia da responsabilidade
do executivo. Além de ter de lidar com a cifra astronômica, Cezar tem a responsabilidade
de manter o “coração” de uma empresa com quase 40 milhões de clientes
funcionando na mais perfeita ordem. Não é nada fácil.

O valor e a responsabilidade explicam como, em apenas alguns
minutos, o executivo consegue relatar mais de uma dezena de grandes projetos
liderados por ele no Bradesco, que vão desde a implantação de uma TV
corporativa totalmente digital no banco, até a construção de uma rede de fibra
ótica para interligar os prédios administrativos da instituição em São Paulo.

Para o executivo, o segredo para comandar o departamento de
TI do maior banco da América Latina é falar a linguagem dos negócios. “Bits and
bytes aqui, nem pensar”, determina. “É fundamental para o CIO entender mais de
negócios do que de TI”, complementa Cezar. Outro fator importante, segundo o
executivo, é não deixar a TI ser uma “caixa preta”. “Precisa transferir
conhecimento. Algumas pessoas não querem passar o que sabem com medo de perder
o controle. Mas, aqui no banco, procuramos passar o que sabemos, sempre na
linguagem de negócios”, afirma.

Cezar se orgulha de ter implantado essa cultura no banco há,
pelo menos, seis anos. “Criamos, inclusive, um departamento exclusivo para
isso, o Departamento de Tecnologia dos Negócios (DTN). Ele é formado por
pessoas que entendem profundamente as áreas do banco, e também de tecnologia.
Sua função é traduzir para a TI o que o negócio precisa”, explica o executivo. A
iniciativa deu tão certo que o DTN tem ajudado, inclusive, a resolver questões
estratégicas ligadas apenas aos negócios da instituição.

Nova arquitetura
Mas há, entre os vários projetos do banco, um que se destaca
dos demais, não só pelo tamanho, mas também pela ousadia. Trata-se da nova
arquitetura que está sendo implementada. Nada menos do que 800 pessoas
trabalham na iniciativa dia e noite e até uma diretoria exclusiva foi criada
para garantir o sucesso. “O diretor responsável responde diretamente para mim e
para o presidente do Bradesco”, afirma Cezar.

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Os investimentos são pesados. “Vamos gastar 650 milhões de
reais em 70% do projeto”, conta o executivo. A idéia é renovar toda a
arquitetura da instituição usando os conceitos de Arquitetura Orientada a
Serviços (SOA). “Tudo será ‘componentizado’ e oferecido na forma de serviço
para as áreas de negócios. Dessa forma, vamos ganhar muito mais agilidade para
atender as demandas do banco”, relata o executivo.

A expectativa para a conclusão desse processo não é menor do
que dois anos. Mas os trabalhos já começaram há alguns anos também. Em novembro
do ano passado o Bradesco concluiu a construção de seu novo CTI (Centro de
Tecnologia da Informação). No início deste ano foi feita a migração do
“coração” da instituição — seus mainframes e demais servidores de plataforma
baixa — para a nova instalação.

Segundo Cezar, fazer essa mudança foi o momento mais crítico
dos últimos 12 meses. “A própria IBM, uma de nossas parceiras, disse que o
nosso caso foi um dos mais impressionantes da história. Nós concluímos a
migração de todos os nossos sistemas para um novo prédio com um tempo mínimo de
downtime”, comemora o executivo. No mercado bancário, ficar fora do ar, pelo
motivo que for, por apenas alguns segundos pode significar perdas milionárias.

Também no último ano a instituição renovou sua
infra-estrutura de comunicação de dados. As mais de 14 mil conexões foram todas
transferidas para o CTI. Para garantir a velocidade de transmissão, a empresa
instalou novos switches nas agências. “Estamos preparando nossa rede para o
triple-play”, diz Cezar.

A preparação inclui, ainda, a construção de uma rede de
fibra ótica interligando a Cidade de Deus, em Osasco (SP), sede do
banco, com os demais prédios administrativos localizados na cidade de São
Paulo, principalmente na região da avenida Paulista. “Foi uma operação
complicada, que envolveu, inclusive, quebra de asfalto e calçadas”, conta
Cezar. A rede é de propriedade do próprio banco.

“Todo esse esforço é para garantir o sucesso da nova
arquitetura. Precisamos de infra-estrutura para, no dia que formos virar a
chave e colocar os novos sistemas para funcionar, tudo dar certo. Caso
contrário, terá sido um trabalho de muitos anos todo perdido”, afirma o
executivo.

O gigante
Quase tudo que envolve o Bradesco impressiona pela grandeza.
Com mais de 37 milhões de clientes, é o maior banco privado e a maior
seguradora da América Latina. No segundo trimestre deste ano, a instituição
obteve lucro líquido de mais de 2 bilhões de reais. O patrimônio líquido da
empresa é de 33,711 bilhões de reais.

São mais de 3,2 mil agências espalhadas pelo Brasil.
Considerando que o País possui pouco mais de 5 mil municípios, é possível dizer
que o banco chega praticamente a todos os lugares. Inclusive em Urucará, uma
pequena cidade no meio da Amazônia localizada a 12 horas de barco de Manaus. “Trabalhei
quatro anos como regional em
Belém do Pará e conheço todas as cidades do Amazonas”,
orgulha-se o executivo.

Em 2003,
a instituição iniciou um projeto denominado “TI
Melhorias”. O objetivo é preparar o Bradesco para as próximas décadas. São 28
frentes de trabalho e um orçamento superior a 1,3 bilhão de reais. Nele está
incluída a renovação da arquitetura de TI.

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