No Brasil, modelo de venda serviria para oferecer alguns produtos que ainda não estão disponíveis por falta de estrutura de suporte.
Para o SAS, a crise econômica não deve afetar os negócios. Pelo contrário, com as instituições financeiras lutando para tomar a melhor decisão em um momento totalmente adverso, a empresa acredita que a procura por soluções analíticas deve aumentar.
“Temos um produto muito forte que pode ajudar empresas a se saírem o melhor possível dessa crise”, afirma Carl Ferrel, vice-presidente para as Américas da companhia. Globalmente, o mercado financeiro representa 42% dos negócios do SAS.
Ao mesmo tempo, e isso já está acontecendo, as turbulências do mercado vão afetar o orçamento das empresas. O que se espera é o congelamento de grandes projetos, ou da compra de equipamentos e softwares que não são críticos para os negócios. Ou seja, mesmo tendo a vontade, os CIOs podem não conseguir justificar investimentos em um novo sistema de BI.
Nesse momento, a modalidade de software como serviço (SaaS) aparece como uma alternativa para angariar novos clientes. “Nós sempre apostamos no software como serviço. O que vamos fazer é criar uma infra-estrutura local para oferecer os serviços”, afirma Jim Davis, vice-presidente sênior e CMO da empresa.
Segundo Davis, o SaaS pode funcionar como porta de entrada para os clientes. Por não precisar de investimentos em infra-estrutura, é mais simples de implantar e mais barato. À medida que a solução passa a ser mais utilizada, as empresas devem optar por trazer os sistemas “para dentro” da companhia.
No Brasil, de acordo com Márcio Dobal, presidente do SAS no País, o modelo de venda como serviço vai funcionar para trazer aos clientes nacionais produtos que ainda não estão disponíveis. Como a solução é hosteada pelo próprio fornecedor, não há problema de suporte nem a necessidade de treinar pessoal capacitado, o que poderia levar algum tempo.