Antiga linguagem de programação ainda resiste nos mainframes e é garantia de emprego para os profissionais. Saiba o que é preciso para aprender Cobol.
Enquanto os mainframes continuarem a reinar imponentes nos
departamentos de TI dos maiores bancos brasileiros, os programadores COBOL
podem ficar sossegados. A demanda não vai cessar e eles vão
continuar empregados.
Programar em COBOL dá a certeza de emprego com boa remuneração por
um longo tempo. Afinal, estima-se que cerca de 60% a 70% dos negócios no mundo
todo ainda rode com base em programas desenvolvidos na antiga linguagem.
Agora, se você não sabe nada de COBOL, não se desespere. Ainda dá
tempo de aprender.
Não na faculdade, é verdade. Poucas instituições de ensino superior
com cursos de TI ainda ensinam a linguagem. A grande maioria se concentra nas
plataformas baixas. Mas, procurando bem, ainda é possível achar quem tenha o
COBOL na grade curricular, casos do Mackenzie e da Fatec, por exemplo.
De qualquer forma, a maneira mais fácil de aprender a antiga
linguagem é por meio de cursos ministrados por empresas interessadas nesse tipo
de profissional. Casos de IBM, DTS e de outras, especialmente as que atuam na
área de mainframes. Também existem cursos oferecidos por bancos e outras
empresas que demandam profissionais, caso do banco Itaú.
Segundo Gilberto Faes Jr., presidente da Associação Brasileira de
Profissionais COBOL, antes de procurar algum desses cursos, é preciso escolher
se quer trabalhar com plataformas altas ou baixas.
Outro fato que facilita a escolha é o que Faes chama de
portabilidade da linguagem. “A essência da linguagem é igual para qualquer
plataforma. O que muda são alguns complementos”, explica o presidente.
Nos centros de treinamento de COBOL, as empresas procuram ensinar,
além dos princípios da linguagem, os complementos que as interessam.
Conhecimento básico
Para começar a trabalhar com a linguagem, o profissional precisa conhecer:
banco de dados SQL, .NET e a linguagem em si. Além disso, é preciso também ter
conhecimento de CICS (Customer Information Control System) e JCL (Job Control Language).
“Sabendo isso, o profissional não terá problemas para programar qualquer
sistema”, afirma Faes.
Agora, se você não quer aprender COBOL porque ainda duvida da
longevidade da linguagem, saiba que uma de suas principais qualidades, que
talvez seja o motivo de ter resistido por tanto tempo, é a capacidade de
evoluir.
“O COBOL muda constantemente. A linguagem passou por várias
atualizações desde que foi criada. Além disso, um sistema desenvolvido em COBOL
é mais rápido e mais estável do que os desenvolvidos em qualquer outra
linguagem”, defende Faes Jr.