Membros da primeira rede social voltada para profissionais de TI comentam o projeto que prevê a criação do Conselho Federal de Tecnologia da Informação.
Regulamentar ou não as profissões ligadas à TI? A questão, que está sendo discutida no Senado, também mobilizou os leitores do COMPUTERWORLD e participantes da CW Connect, a primeira rede social voltada exclusivamente para os profissionais de TI.
No geral, o projeto de lei do senador Expedito Júnior foi bem recebido pelos profissionais. “Sendo aprovada, a lei acaba com a farra de qualquer um entrar na área de informática”, escreveu Ricardo Martinelli de Oliveira, programador e participante da CW Connect.
“Sou a favor de regulamentar a profissão. Com certeza vamos perder um pouco da ‘liberdade’, mas vai valer a pena”, concorda o também programador e participante da rede social Leonardo Rangel Cunha Motta. O desenvolvedor acredita que um conselho federal vai ajudar a regulamentação e evitar funcionários contratados como pessoas jurídicas.
Mas, se há quase um consenso em torno da necessidade de regulamentação na TI, também existem vários pontos polêmicos que precisam ser mais bem discutidos.
Para o consultor Horácio Fialho Moreira, as taxas que serão cobradas dos profissionais para a manutenção dos conselhos são importantes. “No entanto, conselhos de outras profissões têm atuações questionáveis. É importante criar mecanismos apurados de controle”, disse.
Já Claudio Makoto, consultor na área de engenharia civil e participante da CW Connect, tem dúvidas sobre a eficiência do conselho no mundo real. “Eu concordo com os conselhos federais, mas, na prática, não sinto que eles sejam tão efetivos para a categoria. Muita burocracia, pouca eficiência e um certo corporativismo”, afirmou.
Makoto ainda chamou atenção para o fato da área de tecnologia ser composta por muita gente jovem, acostumados com os conceitos de colaboração e criação participativa. “Para profissões consolidadas, como engenharia e medicina, os órgãos de classe tiveram um papel importante para a valorização das categorias. Mas, para profissões mais recentes, este papel não fica tão claro”, completou.