ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Claro consolida data centers em nova unidade de Campinas

Operadora vai concentrar toda a infraestrutura de TI no espaço. Antes, o processamento das aplicações estava dividido entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Publicado: 10/05/2026 às 02:18
Leitura
4 minutos
Claro consolida data centers em nova unidade de Campinas
Construção civil — Foto: Reprodução

ATUALIZADA ÀS 12H29

Uma das prioridades da área de Tecnologia da Informação da Claro este ano foi a construção e a consolidação do novo data center da operadora. O projeto recebeu 40% do orçamento de 2009 do departamento de TI da companhia (cujo valor absoluto não é divulgado). O investimento foi aplicado na aquisição de equipamentos e na instalação do espaço de mil metros quadrados, localizado em Campinas, no interior de São Paulo. Com a iniciativa, a empresa transfre para São Paulo toda sua infraestrutura de TI.

A projeto, com duração de dois anos, teve início em 2008 e foi concluído no fim do ano passado. Antes, a infraestrura de TI ocupava dois data centers – um em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, e outro na região da avenida Luis Carlos Berrini, em São Paulo. Os dois eram classificados como de nível 2 (em um ranking que varia 1 a 4). O novo data center da Claro é de nível 3, o que implica, entre outras coisas, em uma disponibilidade de operações da ordem de 99,98% – o que representa uma estimativa de falhas por, no máximo, 1h30min no ano.

“O nível 3 exige que a infraestrutura elétrica seja redundante e nosso data center foi construído dentro da filosofia n+1. Se eu preciso de dois geradores, tenho três”, diz o diretor de operações de infraestrutura de TI da Claro, Ricardo Redenschi.

Segundo o Chief Information Officer (CIO) da Claro, Ricardo Santoro, o projeto do novo data center estava na agenda da operadora há pelo menos um ano, quando a construção das instalações no interior de São Paulo foi concluída.

Um dos problemas dos antigos data centers era o excesso de máquinas por metro quadrado, o que criava áreas quentes no data center, elevando o consumo de energia elétrica com a sobrecarga do sistema de refrigeração para dar conta da demanda.

“O projeto foi aprovado antes da crise, diretamente pelo México”, diz Santoro, referindo-se à sede do grupo América Móvil, que controla a Claro. O principal benefício do projeto foi mitigar os riscos para a operação da companhia. Segundo o executivo, um ambiente instável poderia causar impactos diretamente no negócio da companhia.

O projeto
Com o projeto do data center, além de reunir sua infraestrutura de TI em um único espaço, a Claro investiu em consolidação de máquinas. Nos antigos data centers, o parque de servidores da operadora totalizava aproximadamente 500 computadores. Para o novo espaço, a meta é ficar abaixo dos 150 servidores físicos.

Redenschi calcula que 40% do processo de migração já foi concluído, o que inclui a virtualização de 40 servidores físicos em 150 máquinas virtuais que utilizam a solução da VMWare. Os servidores que já foram migrados concentram a maioria das aplicações críticas da operadora – as exceções são o faturamento de clientes pós-pagos, que ainda está no Rio de Janeiro, e do sistema de recarga de pré-pagos, que permanece em São Paulo.

“Até março, todas as aplicações críticas estarão no novo data center. O restante será migrado até o fim de 2010 para Campinas”, prevê o Santoro.

O projeto do novo data center, que contempla recursos como sala cofre de 120 metros quadrados e uma infraestrutura adequada à demanda por TI Verde, foi elaborado pela IBM e executado pela HP. A EMC ficou responsável por monitorar a qualidade do projeto. Na sala cofre ficam todas as máquinas com os dados da Claro, protegidos em um espaço protegido contra incêndios e catástrofes. Além disso, a empresa armazena, diariamente, as informações em uma fitoteca.

O acesso físico às instalações do data center em Campinas também foi reforçado. O espaço foi construído de forma compartimentada, com salas destinadas a áreas, como telecom, PABX e WAN. “Queremos aproveitar ao máximo o acesso remoto, evitando um dos principais ofensores à disponibilidade dos data centers, que são as próprias pessoas. Nosso objetivo é ter cada vez menos gente no data center”, afirma Redenschi.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas