ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
Coronavírus
eventos on-line

Como o setor de tecnologia está se adaptando a eventos à distância?

Fornecedores de softwares em todo o mundo liberaram seus pacotes ilimitados para auxiliar na adaptação das organizações e da sociedade em geral diante da pandemia do coronavírus. Muitas empresas estão oferecendo seus serviços de software gratuitamente para causas humanitárias, pela solidariedade coletiva, ou para auxiliar governos e indústrias.   Dentre tantas adaptações necessárias a partir […]

Publicado: 07/05/2026 às 22:25
Leitura
5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Fornecedores de softwares em todo o mundo liberaram seus pacotes ilimitados para auxiliar na adaptação das organizações e da sociedade em geral diante da pandemia do coronavírus. Muitas empresas estão oferecendo seus serviços de software gratuitamente para causas humanitárias, pela solidariedade coletiva, ou para auxiliar governos e indústrias.  

Dentre tantas adaptações necessárias a partir da orientação do isolamento social em combate a propagação do vírus, viagens foram cortadas, reuniões adaptadas e eventos cancelados. Outro ramo do mercado de softwares de compartilhamento e conferência precisou correr para atender tamanha demanda. 

O próprio modelo de reuniões por videoconferências que estávamos habituados precisa de adaptação, quando deixa de ser exceção e passa a ser a regra e única forma de interação entre os colaboradores e parceiros.  

Em artigo para a Forbes, o colunista Adrian Bridgwater, analisou como as empresas estão realizando eventos técnicos diante dessas mudanças. Segundo o profissional, as organizações ainda estão adaptando seus conteúdos e formatos à nova realidade. 

Conferências, hackathons, reuniões de grupos de usuários, cúpulas de clientes ou qualquer outro tipo de convenção em andamento precisaram ser cancelados ou totalmente adaptados à nova realidade. 

 Eventos virtuais 

 A empresa de banco de dados de código aberto DataStax, por exemplo, mudou seu grande evento matinal para “palestras semanais” como parte do que teria sido o DataStax Accelerate. O MongoDB continuou a fazer a lista completa de sessões on-line para o evento MongoDB World, que agora renomeou MongoDB.live.  

O artigo sugere que o conteúdo será agora dividido de alguma forma, em vez de entregue como um fluxo de sessão conectado o dia inteiro. A fundação MariaDB diz que o OpenWorks ’20 não será mais um evento presencial. 

“Apesar de estarmos desapontados por não ver você em Nova York este ano, ainda estamos planejando compartilhar o conteúdo do OpenWorks digitalmente. As sessões selecionadas serão gravadas remotamente e disponibilizadas para transmissão sob demanda. Também estamos explorando novas maneiras de se envolver digitalmente, incluindo o horário de expediente on-line e perguntas e respostas com especialistas”, observou MariaDB no artigo. 

 Bridgwater sugere, a partir desses exemplos de eventos virtuais, que aparentemente o melhor conselho é hospedar uma palestra no estilo “keynote do CEO”, focado em um dia, ou no máximo dois, para entrega de conteúdo on-line.  

O benchmark de evento virtual recomenda que eventos nesse perfil sejam de, no máximo, dois dias. “Dito isto, as sessões de discagem de um dia com downloads sob demanda para o dia seguinte podem se tornar a norma de fato”, diz no artigo. 

Mudança de formato 

Timo Elliott, evangelista de inovação da SAP, lembra que não se trata só de uma mudança no público, que agora é virtual, mas também do apresentador. Antes, apenas o público era virtual enquanto o apresentador contava com uma estrutura, por vezes, de estúdio. Hoje, público e speakers estão em casa.  

“Não é realmente um problema de apresentação, é um problema de audiência. É mais fácil do que nunca fazer barulho, mas mais difícil do que nunca ser ouvido. Um dilúvio de digital está chegando: então como se destaca um evento único? Esse é o desafio que as organizações terão que vencer. […] No ciberespaço, todas as outras distrações possíveis (incluindo colegas e família) estão a apenas um braço de distância. Todo o conteúdo deve ser ‘com pessoas’ e não ‘para pessoas’. Portanto, pense na co-criação de conteúdo entre host e participantes”, disse Elliott à Forbes.  

 O especialista em inovação sugere ainda que se adote formatos com menor controle, como as desconferências, que são fóruns auto-organizados com formato mais informal do que as conferências comuns. 

Avi Reichental, fundador da XponentialWorks, uma empresa de consultoria corporativa especializada em Inteligência Artificial, impressão 3D e robótica, ressalta que essas mudanças estão ocorrendo rapidamente e que precisamos encará-las conscientemente.  

“Portanto, precisamos lembrar que não se trata tanto do volume de conteúdo ou da astúcia de nossa apresentação, mas de como essas ferramentas estão mudando a maneira como trabalhamos, aprendemos e colaboramos como parte do futuro do trabalho”, disse à Forbes. Ele alerta ainda que “podemos ser vítimas da vaidade da exposição oferecida pelas ferramentas de colaboração on-line”, como Instagram (em discussões ao vivo) e Zoom. 

 O artigo sugere que à medida que as organizações de tecnologia percebam que terão que hospedar seus eventos on-line, elas precisarão pensar em novos modelos de negócios para monetizá-los. “As pessoas estão prontas para pagar por eventos do mundo real, mas é improvável que desejem pagar por conferências on-line da mesma maneira”, finaliza Bridgwater. 

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas