Com mesma verba que era destinada para troca de máquinas, empresa vitualizou dois sites e implementou infraestrutura contingente.
A Lanxess, empresa alemã da área química, adquiriu o controle da brasileira Petroflex no final de 2007. Como reflexo, a integração entre as duas empresas exigiu investimentos de 1,8 milhão de reais somente na área de data center.
Com esse orçamento, a ideia inicial era integrar o centro de processamento de dados da Petroflex (rebatizada como Lanxess Elastômeros), na cidade de Duque de Caxias (RJ), ao data center de São Paulo, onde já ficavam as operações da subsidiária da Lanxess. “O parque de equipamentos era bastante diversificado e nos deparamos com um cenário de mudança, em que teríamos de rever toda a infraestrutura”, afirma o analista de sistemas da Lanxess, Victor da Silva, que coordenou o projeto de integração.
A verba de 1,8 milhões de reais era destinada só à integração. Mas após alguns levantamentos, a equipe de TI percebeu que os recursos poderiam ser aplicados em um projeto de padronização e virtualização de todos os servidores. “Foi um desafio convencer a matriz alemã do nosso projeto, já que ela tem seus próprios padrões”, conta Silva, que acrescenta: “Mas fizemos um estudo demonstrando que nosso projeto traria otimização de tarefas e redução de custos.”
Em vez de uma simples troca e integração do parque instalado, Silva afirma que aproveitou o projeto para criar um ambiente de contingência, além de reduzir consumo de eletricidade. Com redundância, tolerância a falhas e softwares de automação, a ideia também era contar com um ambiente mais estável.
Quanto às tecnologias escolhidas, o analista de sistemas relata que o projeto envolveu soluções de storage, backup e servidores blade HP, bem como virtualização da VMware. Além disso, a Lanxess contratou os serviços da integradora Macro-Mídia Informática, a qual contribuiu com a implementação do novo ambiente.
Sobre os resultados, Silva conta que, hoje, o data center da companhia conta apenas com cinco servidoers virtualizados em cada localidade, contra 75 equipamentos físicos existentes anteriormente. O que reduziu o número de licenças para uso dos sistemas de 75 para 41. Outro ganho direto veio com a redução de cerca de 25% no consumo de energia elétrica.
O analista cita ainda uma melhora no processo de gestão dos data centers, com o fim do processo de coleta dos dados nas máquinas individuais. “Além disso, o modelo virtualizado e seu caráter escalável trouxe mais flexibilidade para o crescimento da infraestrutura, principalmente do ponto de vista do espaço de armazenamento”, acrescenta.
Com os bons resultados, o data center das operações brasileiras da Lanxess passaram a ser usados como modelo para projetos da matriz da companhia, na Alemanha.