Organização continua a investir em dezenas de iniciativas, mas a publicidade em buscas é o que paga as contas. Analistas perguntam: até quando?
Com 12 anos de mercado, a Google tornou-se a empresa
dominante no mundo online. Fundada em
27 de setembro de 1998, a empresa cresceu em escala global, a ponto de seu nome
ter se transformado, na língua inglesa, em verbo.
E muitos observadores da indústria dizem que, para a Google,
tudo isso pode ser apenas o começo.
“Todo mundo sabe quem é a Google”, disse Zeus Kerravala,
analista do Yankee Group. “Ela tornou-se a IBM desta década e merece
a maior parte dos créditos por ser uma grande força disruptiva do setor”, completa.
A Google, antes de tudo, é conhecida por ser o motor de
busca mais popular do mundo. Mas, embora a
companhia ainda consiga a maior parte de seu faturamento com as buscas, ela
tem expandido as operações para outras áreas, como celulares, redes sociais e
sistemas operacionais.
A Google entrou na arena da mobilidade com o sistema
operacional Android, ao mesmo tempo em que embarcou no mercado de navegadores e das
ferramentas de redes sociais, com o software Buzz. Em paralelo, apostou no mercado corporativo, com oferta de serviços baseados em cloud computing (computação em nuvem).
Empresa dominante
“A Google tornou-se, de longe, a empresa dominante da
Internet, e seus planos de ampliar essa posição estão claros”, disse Hadley
Reynolds, analista da consultoria IDC. “Tal como a Apple no setor de consumo, a Google causou uma ruptura
na dinâmica competitiva dos mercados de tecnologia corporativa com seus
investimentos em elementos fundadores da computação em nuvem e da web de alta
velocidade.”
Mas com todas essas inovações e expansão para outros
mercados, Rob Enderle, analista do Enderle Group, diz que a empresa corre o
risco de perder seu foco e uma fatia do que conquistou para os concorrentes, que têm olhado com atenção para a companhia.
“Eu penso que eles estão perdendo a noção do que são seus
negócios reais, entregando muitos produtos de baixa qualidade e mostrando-se
incapazes de descobrir como fazer dinheiro da maneira tradicional: vendendo
alguma coisa”, acrescentou Enderle. “Seu plano parece ser entregar o máximo de
coisas possível, na esperança de que uma delas seja financeiramente bem-sucedida,
antes que as pessoas percebam que a empresa não tem um plano estratégico sólido
baseado em lucro.”
Embora Kerravala tenha dito que a Google fez um trabalho “fenomenal”
de posicionar-se no mercado, ele concorda que a empresa precisa criar novas
fontes de receita.
Uma das alternativas, avalia o analista do Yankee Group, pode ser a entrada no mercado móvel. “Daqui a alguns anos, quando pensarmos em mobilidade, eles
estão esperando que nós pensemos Google”, pontua o especialista, que conclui: “Esse é obviamente o caminho a seguir.
Mover-se rumo à mobilidade e tente conectar isso à nuvem.”