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Google, Intel, Qualcomm e Broadcom anunciam restrições à Huawei nos EUA

A disputa comercial entre EUA e a China ganhou um novo capítulo neste final de semana, após o Google anunciar a retirada da licença da fabricante chinesa Huawei para usar o sistema operacional Android em seus smartphones. A medida segue uma diretriz emitida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e força a companhia chinesa de […]

Publicado: 25/05/2026 às 23:14
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Construção civil — Foto: Reprodução

A disputa comercial entre EUA e a China ganhou um novo capítulo neste final de semana, após o Google anunciar a retirada da licença da fabricante chinesa Huawei para usar o sistema operacional Android em seus smartphones. A medida segue uma diretriz emitida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e força a companhia chinesa de telecomunicações a depender de uma versão de código aberto do software.

Com a suspensão dos negócios, os novos smartphones da Huawei não terão mais acesso a serviços como Gmail, Google Maps e YouTube, além de atualizações de segurança. Usuários que já possuem aparelhos da companhia chinesa poderão seguir com o uso e a atualização de aplicativos baixados.

“Estamos cumprindo a ordem [presidencial] e analisando as implicações”, informou a Google em comunicado.

Os principais fabricantes de processadores, como a Intel, Qualcomm, Xilinx Inc e Broadcom, informaram os seus funcionários que deixarão de fornecer equipamentos à Huawei até nova ordem.

Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva sobre o assunto ao justificar que a medida decorria de uma “emergência tecnológica”. A ordem visa impedir que empresas americanas usem equipamentos de telecomunicações feitos por “adversários estrangeiros” considerados de risco à segurança nacional.

A Huawei vem sofrido uma imensa pressão dos Estados Unidos depois de alegações de que seus produtos permitem que agências de inteligência chinesas usem supostos backdoors (porta dos fundos – método de escapar de uma autenticação ou criptografia num sistema computacional) nos softwares, que poderiam ser usadas para espionagem cibernética.

A resposta da China

O Ministério das Relações Exteriores da China classificou as alegações norte-americanas como “histeria do Ocidente”. O fundador e presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei, disse que se recusaria a ceder à pressão americana.

“Não fizemos nada que viole a lei”, disse Ren ao jornal japonês The Nikkei. “Espera-se que o crescimento da Huawei possa diminuir, mas apenas ligeiramente”, afirmou

A Huawei é pioneira na tecnologia 5G, mas depende bastante de fornecedores estrangeiros. A empresa compra cerca de US$ 67 bilhões em componentes a cada ano, incluindo cerca de US$ 11 bilhões de fornecedores americanos.

*Com informações da agência pública da Alemanha, Deutsche Welle

 

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