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Amazon está indicando a compra de itens próprios dentro do e-commerce

A Amazon está testando uma ferramenta que sugere aos clientes trocar produtos selecionados no carrinho por itens similares da linha AmazonBasics na tela de finalização da compra. As informações são do The Washington Post. Os jornalistas do veículo fizeram dezenas de buscas dentro do e-commerce da companhia e, quando escolhiam um produto com funcionalidade similar a […]

Publicado: 21/05/2026 às 16:38
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Construção civil — Foto: Reprodução

A Amazon está testando uma ferramenta que sugere aos clientes trocar produtos selecionados no carrinho por itens similares da linha AmazonBasics na tela de finalização da compra. As informações são do The Washington Post.

Os jornalistas do veículo fizeram dezenas de buscas dentro do e-commerce da companhia e, quando escolhiam um produto com funcionalidade similar a outro pertencente à marca própria da empresa, aparecia na parte superior da página uma mensagem escrita “Item parecido a se considerar”, junto com o novo item da firma — e por um preço mais barato.

Nell Rona, porta-voz da Amazon, comunicou que “Como qualquer varejista, promovemos nossas próprias marcas em nossas lojas, que fornecem produtos de alta qualidade e grande valor aos clientes. Também promovemos extensivamente produtos de nossos parceiros de vendas.”

Estratégia de fortalecimento

De acordo com dados do Washington Post, a firma de Seattle possuiu mais de 100 produtos com marca própria, que vão desde vitaminas e sacos de lixo a sutiãs e malas. Os produtos da AmazonBasics já ocupam um lugar de destaque dentro do site e, caso essa nova funcionalidade seja implementada de forma definitiva (partindo do princípio que só produtos da empresa fossem selecionados), teria uma vantagem significativa.

Dessa forma, muitos varejistas que utilizam o site da companhia como principal fonte de renda ficam em uma situação delicada. Um exemplo é do distribuidor Commom Cents, que retira 98% da sua renda por meio de compras feitas no site da companhia.

Sair do espaço não é uma opção. Mas ver a empresa oferece seus próprios produtos e preços mais baratos justo na hora de fechamento da compra “definitivamente não é legal”, como disse Sebastian Cwik, CEO da Common Cents.

Em junho o FTC (órgão regulador dos EUA) informou que está “monitorando” a empresa, a fim de verificar se as práticas adotadas pela companhia realmente são benéficas ao mercado.

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