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inovação

Brasil é pioneiro em registrar primeiro bebê com tecnologia Blockchain

Um bebê nascido no Rio de Janeiro foi o primeiro do mundo a ter sua certidão de nascimento registrada em cartório utilizando tecnologia blockchain, informou nesta semana a IBM. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a IBM, a rede Notary Ledgers da Growth Tech, que fornece serviços cartoriais digitalmente, o 5º Registro Civil […]

Publicado: 18/05/2026 às 12:01
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Construção civil — Foto: Reprodução

Um bebê nascido no Rio de Janeiro foi o primeiro do mundo a ter sua certidão de nascimento registrada em cartório utilizando tecnologia blockchain, informou nesta semana a IBM.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a IBM, a rede Notary Ledgers da Growth Tech, que fornece serviços cartoriais digitalmente, o 5º Registro Civil de Pessoas Naturais da Cidade do Rio de Janeiro e a Casa de Saúde São José.

O recém-nascido nasceu no dia 8 de julho e seu registro via blockchain faz parte de um projeto piloto, que teve duração de três dias. O objetivo do projeto foi analisar os registros emitidos durante o período para estudar possibilidades de ampliação de sua adoção não apenas no hospital, mas em outras maternidades.

“Embora algumas maternidades já possuam unidades de cartório, a emissão não é algo simples. Em muitas, o pai precisa enfrentar filas que chegam a durar quatro horas, principalmente em hospitais públicos, com grandes números de nascimentos por dia”, afirma Hugo Pierre, CEO e fundador da Growth Tech, acrescentando que o registro por meio de blockchain traz inúmeros benefícios, como a eficiência na entrega do documento.

Como funciona o registro em blockchain

Pierre explica que no momento do nascimento, um dos membros da equipe de parto faz a declaração de nascido vivo dentro do sistema desenvolvido pela Growth Tech, em seguida, quem for registrar a criança cria sua identidade digital, com base na validação de dados pessoais junto ao órgão oficial. Além disso, é aplicado um sistema de reconhecimento facial e biométrico e, finalmente, as informações entram para a plataforma do cartório, que gera a certidão do bebê em, no máximo, 15 minutos.

“O registro do bebê é um importante passo para o Blockchain no Brasil e mostra sua relevância em um cenário cada vez mais digital. Outro ponto é que esta é uma tecnologia que pode ser aplicada em diferentes segmentos, transformando a maneira como as empresas e os cidadãos se relacionam”, comenta Carlos Rischioto, líder técnico de blockchain da IBM Brasil.

Como explica a Growth Tech, a rede Notary Ledgers, sistema por trás do registro do recém-nascido, é uma plataforma que permite realizar serviços cartorários em ambiente virtual, no qual todas as transações são validadas e registradas em uma blockchain, formada por diversos cartórios brasileiros.

 

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