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Como Portugal pode servir de inspiração ao Brasil em inovação digital?

Há cerca de 15 anos, Portugal vivia uma grande crise de desenvolvimento, aumento de dívidas e altas taxas de desemprego. Atualmente, o país está entre as economias mundiais reconhecidas pela retomada de crescimento e é classificado como um dos campeões na simplificação de processos, na aproximação com instituições de ensino e no fortalecimento do ecossistema […]

Publicado: 24/05/2026 às 03:28
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Como Portugal pode servir de inspiração ao Brasil em inovação digital?
Construção civil — Foto: Reprodução

Há cerca de 15 anos, Portugal vivia uma grande crise de desenvolvimento, aumento de dívidas e altas taxas de desemprego. Atualmente, o país está entre as economias mundiais reconhecidas pela retomada de crescimento e é classificado como um dos campeões na simplificação de processos, na aproximação com instituições de ensino e no fortalecimento do ecossistema de inovação.

“O incentivo à tecnologia em Portugal pode servir de referência para o Brasil”, destacou a fundadora do BrazilLAB, Letícia Piccolotto, durante o evento ‘Modernização e Transformação Digital da Administração Pública: O exemplo português e os caminhos para o Brasil’. Organizado em conjunto com o Consulado Geral de Portugal em São Paulo e a Fundação BRAVA, o encontro aconteceu na Casa do Saber, na última sexta-feira (28/06), em São Paulo. O painel recebeu a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa de Portugal, Luís Goes Pinheiro.

Para Letícia, o exemplo de Portugal reforça a necessidade de se investir em uma agenda de inovação e tecnologia no setor público brasileiro. “A história por trás da construção de Portugal como uma sociedade digital é um case relevante para inspirar o Brasil, que precisa de exemplos de visão governamental inovadora para evoluir nesse campo. O desenvolvimento do país depende, principalmente, de planejamento e de políticas públicas bem implementadas”, destacou Letícia.

Em 2015, Lisboa foi nomeada a região empreendedora do ano pela União Europeia, dada a quantidade de programas para apoiar e aconselhar empreendedores e as ações governamentais para reduzir o tempo necessário para abrir novos negócios. Hoje, esse processo leva 6,5 dias em Portugal; no Brasil, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o processo leva, aproximadamente, 18,5 dias – segundo dados da pesquisa Doing Business, do Banco Mundial.

Luís Goes destacou que o programa ‘Simplex’, criado em 2006, tem sido o principal responsável pela agenda de modernização administrativa em Portugal. Ele é um pacote de medidas do governo português para desenvolver a gestão pública e combater burocracias. “A digitalização não pode ser carta de intenção, mas projeto de trabalho. O ambiente digital é o melhor caminho para simplificar a vida das pessoas e criar um ambiente melhor para os negócios. É isso o que estamos fazendo, sempre partindo do princípio que modernizar o setor público passa por conhecer de perto as necessidades reais da população”, aconselhou.

Goes apontou o caminho para que o Brasil avance no campo da inteligência artificial. “É evidente que as estratégias são adaptadas de acordo com cada realidade, mas a inovação digital deve ser prioridade para qualquer administração pública. É preciso ter coragem de realizar. Quanto maior for o medo, maior será a imobilidade”, concluiu.

Portugal, um celeiro global de startups

Para atrair empreendedores do mundo tudo, o governo português criou uma estratégia nacional que conta com uma série de incentivos para quem tem boas ideias para viabilizar negócios inovadores. Entre eles estão a concessão de uma espécie de bolsa com um apoio financeiro mensal para os primeiros passos do empreendedor, ajuda financeira para os primeiros passos do negócio e vistos especiais de residência no país, porta de entrada para o mercado da União Europeia.

Portugal é um dos integrantes do D9 – grupo de países considerados referências na transformação digital adaptada à administração pública. Criado em 2014, o D9 é formado por Canadá, Coreia do Sul, Estônia, Israel, México Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido e Uruguai.

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