Durante um período de estudos na Austrália, Cammila Yochabell se deparou com uma grande dificuldade para participar de um processo seletivo. Ela não conseguiu encontrar nenhuma ferramenta de apresentação profissional mais dinâmica online que desse conta de suprimir a distância geográfica. Resultado? Não conseguiu concluir o processo seletivo, mas decidiu ali criar uma solução que […]
Durante um período de estudos na Austrália, Cammila Yochabell se deparou com uma grande dificuldade para participar de um processo seletivo. Ela não conseguiu encontrar nenhuma ferramenta de apresentação profissional mais dinâmica online que desse conta de suprimir a distância geográfica. Resultado? Não conseguiu concluir o processo seletivo, mas decidiu ali criar uma solução que pudesse ajudar não somente a ela, mas um sem número de profissionais – e recrutadores – que se deparam com o mesmo desafio. Nascia assim a Jobecam. Fundada em 2016, a startup promete fazer a ponte entre candidatos e o RH das empresas. Das empresas, cobra-se uma assinatura mensal, já para os candidatos, o serviço é gratuito.
O principal produto da Jobecam combina vídeo-currículo e inteligência artificial para uma seleção mais assertiva para vagas de emprego. A startup já passou por uma aceleração de negócios da Oracle, foi acelerada pelo Facebook e recebeu aportes daRH People+Strategy, BRQ Digital Solutions e do do grupo Havard Business School Alumni Angels of Brazil.
Natural de Mossoró, Rio Grande do Norte, Camilla, 33 anos, se formou em Petróleo e Gás, mas foi com a especialização, um MBA em Gestão Estratégica e Econômica em RH pela FGV Management, que deu início a uma carreira que acabaria dando sustentação para fundar a Jobecam. Antes de lançar a startup, acumulava mais de sete anos de experiência em Recursos Humanos, atuando como intraempreendedora em importantes multinacionais.
Quando se volta para pensar sobre a própria jornada empreendedora, Cammila tem em mente cinco conselhos que podem também contribuir com o aprendizado e sucesso de novas startups. Abaixo, os cinco conselhos mais pontuais da CEO da Jobecam.
Acredito que a execução é o que define um negócio. Ideia, muita gente tem. A todo minuto surgem coisas novas, mas a estratégia de execução é o que definirá o negócio. Eu sou da turma do lança rápido, mas lança. Depois a gente vê o que acontece e ajusta os pinos.
Quando o empreendedor tem dominância no objetivo e na dor que o negócio vai sanar, as coisas tendem a ser mais fáceis. Exemplo, eu tenho anos de experiência com recursos humanos, entendo muito bem as reais dores do meu cliente, que é o recrutador bem como dos candidatos, ou seja, a minha entrega torna-se muito mais consistente do que se eu não tivesse vivenciado na pele os problemas deles.
É preciso ter clareza no propósito do negócio para que o mesmo tenha solidez. Qual será o impacto que vai causar na sociedade?
Ter cuidado com os “anjos” que muitas vezes põem dinheiro e somente isto. E pior, ficam com um equity elevado. Acredito que buscar pessoas que agreguem com o verdadeiro smart money é melhor investimento que uma startup pode receber.
Bill gates fazia isto sempre. Mas entregue! Seja honesto com o seu negócio, tenha clareza de sempre querer entregar o melhor para todos os stakeholders. Quando você está disposto a entregar o melhor, quando acredita no seu negócio e trabalha duro por isto, tudo flui naturalmente e você cresce. A pessoa que mais tem que acreditar em você e no seu negócio, é você!
LEIA TAMBÉM:
6 conselhos para sua startup por Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy
5 conselhos que grandes líderes dariam a si mesmo quando jovens
“Não tem como empreender sem tomar risco”, diz CEO da Vittude