Por Mariano Gordinho*Desde que iniciamos nossas conversas e discussões sobre a necessidade de criarmos uma associação que representasse o setor de distribuição de TI brasileiro, um tema era recorrente: Qual é a nossa real participação no mercado” Tínhamos todos os tipos de palpites e nossa coleção particular de “achismos” para enquadrar nossos negócios dentro das […]
Por Mariano Gordinho*Desde que iniciamos nossas conversas e discussões sobre a necessidade de criarmos uma associação que representasse o setor de distribuição de TI brasileiro, um tema era recorrente: Qual é a nossa real participação no mercado” Tínhamos todos os tipos de palpites e nossa coleção particular de “achismos” para enquadrar nossos negócios dentro das pesquisas setoriais mais amplas. Evidentemente todos os números propostos eram fortemente suportados por teorias próprias que à luz de seus racionais, faziam muito sentido. Mas a sensação geral era de desconforto: nossas informações e argumentos dificilmente sobreviveriam a uma discussão mais técnica e estruturada. Sempre ficou evidente, entre todos os participantes, o real valor de um estudo consistente, elaborado sobre bases sólidas e construído a partir das informações reais fornecidas pelos próprios distribuidores.Desta forma, desde a sua fundação, um dos principais objetivos da ABRADISTI foi o de patrocinar uma pesquisa setorial, que pudesse responder aquela nossa questão inicial, e ainda adicionar dados relevantes dos pesquisados, que nos permitissem mostrar ao mercado um verdadeiro raio-X do negócio de distribuição de TI no Brasil.Quando finalmente reunimos as condições necessárias para contratar a pesquisa, já havíamos amadurecido suficientemente nosso consenso sobre quais informações, além das mais óbvias, gostaríamos de obter. O objetivo principal da associação era que o estudo resultante da pesquisa fosse capaz de apresentar o setor de distribuição de TI, quantificando nossa participação de mercado (nossa pergunta essencial) e trazendo indicadores importantes como empregos gerados e impostos pagos.Hoje estamos convencidos que para ser ouvido, um setor precisa antes de qualquer coisa se conhecer. Os melhores argumentos em qualquer discussão são aqueles suportados por informações concretas, reais e consistentes, capazes de serem verificadas e auditadas por qualquer parte interessada. Hoje, enquanto escrevo esse texto, tenho certeza que o setor de distribuição de TI deu um grande passo rumo a sua profissionalização e consolidação. Dispomos de dados que podemos usar para nos qualificar e comparar. Estamos preparados para responder com segurança perguntas sobre o nosso negócio e qual a nossa relevância econômica e social no Brasil.Estamos entrando em nossa fase adulta pela porta da frente: Somos empregadores ” nosso setor, quando incluídas as revendas (nossos parceiros de negócios), emprega mais de 160.000 pessoas; Somos bons contribuintes ” juntos distribuidores e revendedores de TI pagarão mais de R$ 3 bilhões aos cofres públicos em 2010 a título de impostos e; Somos geradores de riqueza ” juntos distribuidores e revendedores vão faturar mais de R$ 30 bilhões em 2010. Enfim, somos maestros num ecossistema essencial e vital para o Brasil e para a economia brasileira, e só podemos fazer essa afirmação porque fizemos nosso dever de casa. Mariano GordinhoPresidente da ABRADISTI