Por Alberto Rodrigues*Tão rápidas quanto o avanço da própria tecnologia, as mudanças no mercado de distribuição de TI têm proporcionado diversos desafios para quem opera neste segmento.E, talvez, o maior desses desafios seja conseguir se adequar à complexidade das novas formas de faturamento em face da Substituição Tributária do ICMS e à divergência entre legislações […]
Por Alberto Rodrigues*Tão rápidas quanto o avanço da própria tecnologia, as mudanças no mercado de distribuição de TI têm proporcionado diversos desafios para quem opera neste segmento.E, talvez, o maior desses desafios seja conseguir se adequar à complexidade das novas formas de faturamento em face da Substituição Tributária do ICMS e à divergência entre legislações estaduais. Como exemplo, podemos citar o último convênio entre São Paulo e Santa Catarina, que modificou muito a forma de recolhimento do ICMS para operações entre estes Estados. As empresas de distribuição também têm sentido o impacto dessa complexidade tributária em suas operações logísticas. Por um lado, isto acontece pelo próprio fato da emissão das notas fiscais de equipamentos e serviços de TI envolver um grande número de variáveis, o que torna a situação menos viável para o setor. Por outro, porque os canais têm seguido uma tendência de reduzir seus estoques e, consequentemente, fragmentar suas compras. Este fator obriga o distribuidor a ser ainda mais eficiente no processamento de pedidos e emissão de notas. E não é só isso que nos desafia, já que o número de entregas é maior. O volume de vendas é praticamente o mesmo ” o que acaba tendo reflexos na rentabilidade do negócio. Sem levar em conta o custo do estoque, que acaba sendo transferido do lojista para o distribuidor.Outro ponto de preocupação do setor é a competitividade entre o distribuidor e o fabricante pelo grande varejo. No caso das grandes redes varejistas, o fator de atenção tem relação direta com as linhas de financiamento direto ao consumidor final, que geralmente ultrapassam dez meses, forçando o aumento nos prazos de faturamento com reflexos diretos no fluxo de caixa dos distribuidores.Por fim, percebe-se que à medida que o mercado cresce, há também uma grande dificuldade para contratação de mão de obra qualificada e especializada para trabalhar na distribuição de TI. Em um curto espaço de tempo e pelos fatores já comentados, as distribuidoras praticamente tiveram que dobrar o número de funcionários nos seus departamentos ” em especial vendas, faturamento e logística (o que por si só já aumenta os custos operacionais), porém sem abrir mão da capacitação dessa mão de obra. Alberto RodriguesVice-Presidente da ABRADISTI