Houve queda nas vendas em operadoras de turismo e lotéricas; varejo online não revela números
A pane no sistema da Telefônica de fornecimento de banda larga, que atende a grandes corporações, diversos órgãos públicos e usuários domésticos, prejudicou diversas empresas entre 02 e 03 de julho últimos. As maiores prejudicadas foram as que são totalmente dependentes de transações online, como portais de varejo, bancos e companhias aéreas.
A cidade de São Paulo responde por cerca de 45% do market share do comércio eletrônico nacional, de acordo com Pedro Guasti, diretor-geral do e-bit, empresa de informações do comércio eletrônico.
O Submarino, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que sua operação, bem como os portais da Americanas.com e Shoptime, não foi afetada. No entanto, as empresas não disseram se houve queda nas vendas nesta quinta-feira.
Uma das mais tradicionais operadoras de ônibus rodoviários do Brasil, a Viação Cometa, com frota de 750 veículos, 2,2 mil funcionários e movimento de 9,6 milhões de passageiros transportados teve comprometido o sistema de reservas de passagens. Sem rede, a empresa foi afetada também na emissão eletrônica de bilhetes.
A Gol Linhas Aéreas, por meio de sua assessoria de imprensa, admitiu que nesta quinta-feira a rede de acesso da empresa esteve lenta. A assessoria, porém, não especificou se o problema foi decorrente da pane registrada pela Telefônica. “Não sabemos se a Gol é usuária da empresa”, disse a assessoria.
No setor de turismo, várias agências e operadoras de turismo, entre elas CVC e Carlson Wagonlit Travel (CWT), tiveram dificuldades para operar no dia de ontem. Entre os principais sistemas de distribuição global de passagens, apenas o Sabre ficou fora do ar durante parte do dia.
Ontem, a CWT faturou entre 20% e 30% do valor normal de um dia de trabalho, conforme Osvaldo Rodrigues, diretor de operações da empresa. Isso considerando o verdadeiro esquema de guerra que a operadora de turismo corporativo montou para atender seus clientes.
A CVC informou por meio de sua assessoria de imprensa que o dia de trabalho foi bastante complicado, já que a empresa ficou impossibilitada de fazer reservas em hotéis e companhias aéreas, mas que tudo já foi normalizado.
Entre as lotéricas, a pane pode ter custado entre R$ 500 e R$ 700 do faturamento diário. A estimativa foi feita pelo presidente do Sindicato das Casas Lotéricas do Estado de São Paulo (Sincoesp), Luiz Carlos Peralta, que projetou o prejuízo com base na perspectiva de ganhos que as lojas teriam com as apostas na Loto Fácil e na Quina, ambos os jogos sorteados noite passada.
Leia mais sobre a pane na Telefônica que deixou São Paulo sem internet.
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