Fabricantes querem posicionar-se como parceiros das instituições financeiras para não perder espaço em meio a consolidação do setor
Os representantes da indústria de tecnologia acreditam que quatro elementos devem pautar a adoção tecnológica pelos bancos nesse período de crise econômica. Executivos da Itautec, CPM Braxis, Diebold, HP, IBM e Perto compuseram a mesa redonda que abriu o segundo dia do Ciab Febraban 2009. Na visão deles, existe uma tendência à intensificação das aplicações de inteligência, soluções que proponham maior flexibilidade aos processos, sistemas para gestão de risco e busca por TI que confira mais dinâmica aos ambientes por meio de redução de custos.
Os executivos das fabricantes de TI sinalizam para uma mudança de segmentação dos clientes trazida com o advento da bancarização. Desafios demográficos correrão em paralelo com perfis distintos de públicos, numa abordagem diferente do que vem sendo feita ate o momento, que contempla, basicamente, níveis de renda.
O desafio, nesse contexto, passa por viabilizar modelos de negócios rentáveis para impulsionar essa nova onda de bancarização. Na visão dos fornecedores, tecnologia não se configura em um problema nesse cenário. A dificuldade está em viabilizar esses sistemas dentro de custos aderentes, uma vez que a conquista de novos clientes para os bancos exige esforço e investimento.
Exemplo disso, está na dificuldade de levar serviços bancários por meio de telefones celulares. Os aparelhos de grande penetração junto à população brasileira esbarram na falta de acordos entre as partes envolvidas, desde o fabricante dos dispositivos, passando pelas operadoras de Telecom e bancos, até chegar aos consumidores.
Fusões e aquisições
“Consolidação faz parte dos modelos de negocio e ocorre em todos os segmentos de mercado”, conta Rogerio Oliveira, presidente da IBM para a América Latina, a respeito do intenso movimento sentido no setor financeiro nacional. Na visão do executivo, o papel do fornecedor de TI é posicionar-se como parceiro dos bancos para aproveitar eventuais oportunidades que surjam.
João Abud Jr., presidente da Diebold no Brasil, acrescenta ainda o inegável enxugamento de mercado e a dificuldade de estabelecer contratos com instituições com maior poder de barganha. “Quem tem o poder do volume de compra pode tirar proveito”, conclui.
Leia mais
Confira o especial sobre o Ciab 2009, com todas as notícias do evento. O Ciab ocorre de 17 a 19 de junho em São Paulo.