É o que devem buscar os gestores de TI sem deixar de tomar as decisões com agilidade para não prolongar o processo
“Quando os ventos sopram, alguns constroem abrigos, outros constroem moinhos”. Com a frase do pensador Claus Moller, Lisias Lauretti, da Serasa/Experian, encerrou sua apresentação sobre o tema TI em Fusões e Aquisições no Intercâmbio de Ideias do IT Forum 2010. Mostrando que aquilo que num primeiro momento pode parecer uma ameaça pode se transformar em oportunidade, Lauretti lembrou que em processos deste tipo a área de TI é a primeira a entrar, quando já na fase de integração, e a última a sair. Ao que alguns CIOs participantes agregaram: “na verdade não sai nunca.”
Entre os fatores críticos, o executivo destacou a comunicação estruturada; transparência com a equipe; alianças e parcerias com áreas globais em busca das melhores práticas; planejamento global e local e procurar realizar o processo com pouca dor, ou com a menor dor possível. Os CIOs participantes concordaram que o timing é muito importante porque com o prolongamento todos sofrem mais. E Lauretti lembrou ainda que o jeito de conduzir o processo é determinante para o futuro do executivo na organização.
Transparência e Comunicação foram também palavras chave de José Luiz Salinas, vice-presidente de TI do Banco do Brasil, que apresentou o case de fusão com a Nossa Caixa. Aproveitando a experiência de aquisições anteriores como a do Banco do Estado do Piauí e a do Banco do Estado de Santa Catarina, Salinas defende que o conhecimento adquirido seja transformado em rotinas a serem utilizadas em processos semelhantes diminuindo assim o tempo de integração. “A capacidade de resposta é fundamental”, disse Salinas, acrescentando que os procedimentos testados anteriormente permitiram a redução do tempo de integração entre sistemas do Banco do Brasil e da Nossa Caixa em seis meses.
Segundo Salinas, o ideal é a criação de uma equipe com representantes das duas organizações que estão sendo integradas e que tenha também pessoas mais experientes bem como mais jovens sem nunca esquecer da continuidade do negócio e do cliente. E destacou que a estrutura deve antecipar os problemas que o cliente possa vir a ter para que ele seja o menos impactado possível pelo processo de fusão.
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