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100+: escola de inovação

Segmento de educação ganha força. CIOs das instituições de ensino mostram que TI e academia caminham muito bem lado a lado

Publicado: 21/05/2026 às 13:17
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100+: escola de inovação
Construção civil — Foto: Reprodução

Nas edições anteriores de As 100+ Inovadoras no Uso de TI, o segmento de educação, normalmente, encontrava-se agrupado em “serviços diversos”. No entanto, devido ao número – e por que não relevância – dos inscritos, este setor ganhou corpo e uma categoria específica. Outra boa notícia é que, de uma forma geral, os participantes revelaram um nível de experimentação em TI acima da média. Na seção “processo de inovação”, o segmento desbancou a categoria de bancos e seguros com uma média de 0,75 (o máximo possível é 1,0). E, no que se refere ao alinhamento com o negócio, também não fizeram feio, alcançando a segunda melhor nota (2,83 do máximo de 4,0) do estudo.

Campeão do segmento, o Instituto Presbiteriano Mackenzie, mantém na TI, desde o ano passado, um grupo de inovação. Segundo o CIO, José Augusto Pereira Brito, na medida em que a equipe entrega projetos que superam as expectativas, aumenta a percepção da alta administração quanto à importância da tecnologia. “Queremos nos consolidar como uma referência sempre disposta a auxiliar outras instituições”, diz o executivo, que cita exemplos como a construção de um novo data center dentro do conceito de TI verde. O projeto já foi desenvolvido e está em fase de concorrência para construção.

A equipe de TI também se ocupa de outras iniciativas voltadas para um salto em qualidade e níveis de serviço, como a expansão da telefonia IP para todos os prédios da instituição (já funciona em alguns) e a oferta de serviços sofisticados de comunicação, como vídeo sob demanda. “Estamos em processo de implementação de comunicação unificada em toda a área corporativa, beneficiando professores e funcionários.”

Na parte de conexão com a rede mundial, a inovação consistiu na expansão do alcance do sinal por meio de amplificadores com cabos irradiantes, os mesmos usados em estações de metrô e túneis. “Instalamos por cima do gesso e nas eletrocalhas de todos os prédios. Agora, estamos esperando apenas resolver a questão do data center para ligar.” A tecnologia permitirá às cerca de 40 mil pessoas que circulam no campus e prédios transitar acessando à internet sem ter queda na conexão – a autenticação será a mesma.

Na área dos sistemas de gestão administrativo e acadêmico, o time de Brito desenvolve projeto de integração que, pela expectativa do CIO, tem potencial de se tornar referência na área educacional no Brasil. “Só posso adiantar que tudo ficará integrado, com senha única, independência em termos de plataforma tecnológica e acesso a qualquer hora e a partir de qualquer lugar.”

Escola do futuro

Computação em nuvem, realidade aumentada, mobile-learning, aplicações para e-readers, RFID e Human 2.0. A lista das tecnologias emergentes em diferentes fases de teste e implementação na Fundação Bradesco impressiona. A instituição, que congrega 40 colégios e 111 mil alunos presenciais, além de escola virtual presente em 50% dos municípios brasileiros, definiu o ano de 2012 como prazo máximo para posicionar suas escolas entre as melhores de cada Estado. A liderança em inovação tecnológica no seu mercado é uma das duas frentes em que a TI atua, na estratégia para concretizar a visão da empresa. A outra é a busca por excelência operacional em tecnologia, com impactos de curto prazo.

Na instituição, a pesquisa e inovação tecnológica está a cargo de 25 profissionais e 18 estagiários alocados no Bradesco Instituto de Tecnologia (BIT). A criatividade é fortalecida por meio de um orçamento próprio (R$ 4,5 milhões, 19% do orçamento de TI) e estrutura independente. No último ano, 22 propostas entraram no radar. Destas, quatro resultaram em projetos que já foram implementados, total ou parcialmente. É o caso do diário eletrônico, que eliminou o equivalente em papel e permitiu aos professores o controle de notas, presença, aulas ministradas e outras atividades por meio de PC ou notebook.

Outro exemplo são os painéis digitais de informações, solução de BI que permite geração automática de painéis de bordo e cockpits, dando às unidades de negócios e escolas acesso a informações importantes para tomada de decisão e para comparação de resultados, por meio de tela sensível ao toque. “Muitas inovações que incluímos no nosso portfólio ainda não têm relação custo-benefício viável no curto prazo, mas já sabemos que são possíveis tecnologicamente”, explica Nivaldo Marcusso, CIO da Fundação.

Marcusso avalia que o processo de inovação em TI na Fundação Bradesco é espontâneo, embora estruturado e baseado em análise das demandas do negócio e das tendências tecnológicas. As soluções desenvolvidas levam em consideração os alunos do presente e do futuro e ficam em um portfólio à disposição dos segmentos educacionais. Para medir o processo de inovação em TI, a Fundação Bradesco faz uso de indicadores baseados no número de soluções desenvolvias, inseridas no portfólio e adotadas pelas unidades de negócios. Segundo Marcusso, são usados painéis de controle e cockpits baseados na metodologia do BSC, tanto para negócios quanto para acompanhar o processo de inovação. “Nos negócios, o índice de eficiência operacional (IEO) é a principal métrica da entrega de valor da TI e do processo de inovação”, finaliza.

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