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CIO da Visteon, Carlos Lemos é promovido e vai liderar migração de legado na Europa

Executivo vai repetir trabalho realizado no Brasil e que chamou a atenção do global; operação deve gerar economia de US$ 20 milhões

Publicado: 23/05/2026 às 20:40
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3 minutos
CIO da Visteon, Carlos Lemos é promovido e vai liderar migração de legado na Europa
Construção civil — Foto: Reprodução

Carlos Lemos, mais conhecido como Kaká, está de mudança para

Espanha. Baseado em Barcelona, ele terá como missão repetir nas bases européias

da Visteon o que fez no departamento brasileiro de TI: migrar os sistemas

legados e, no lugar, implementar o ERP da QAD, largamente usado na indústria

automotiva. Com a mudança, a companhia espera economizar US$ 20 milhões,

quantia que era gasta com manutenção, mainframes, custeio das licenças, entre

outros.

No Brasil, a migração ocorreu durante nove meses entre 2008

e 2009 e chamou a atenção os líderes mundiais. A promoção, confessou Kaká, foi

inusitada. Com cerca de 20 anos de empresa, o CIO esperava mais por uma

aposentadoria que por promoção. “Foi uma surpresa. Com quase 58 anos, eu estava

mais esperando um convite para ir para casa (risos). Mas um desafio destes me deixa apaixonado. É uma quebra de

paradigma muito grande levar um brasileiro para fazer isto na Europa. Sei que

vou enfrentar resistência”, conta o executivo que, pelos próximos dois anos,

vai viajar muito para cuidar de 46 plantas localizadas na Rússia, Marrocos, República

Checa, Hungria, França, Portugal, Espanha, África do Sul, Itália, entre outros.

Lemos ocupará o cargo de diretor-corporativo de sistemas

para Europa e América do Sul e vai acumular a posição de CIO no Brasil. “Continuo

responsável pela parte de processos. Meu gerente de infraestrutura, Wanderley

Campoi, assume a parte de infraestrutura.”

A mudança encerra um ciclo de 20 anos de trabalho na Visteon

Brasil. A TI entrou na vida de Kaká quando, em 1969, o pai de uma namorada

trabalhava como gerente de CPD do Grupo Melhoramentos e o presenteou no

aniversário com um cartão perfurado para fazer um curso de introdução aos

sistemas 360 da IBM. “Achei o máximo, fiz o curso, gostei, em 72 fiz COBOL e

não parei mais. De lá saí para o estágio da Philco”, contou em entrevista à InformationWeek Brasil.

“Eu fui do

cartão perfurado. Em 73, meu primeiro equipado foi um B3500 extremamente

poderoso com 64 k de memória, 66 mega de disco partilhado em quatro unidades.

Fizemos uma folha de pagamento na Brinquedos Estrela antes de chegar esse

computador, peguei o começo do começo. Eu era escovador de bit de alta

periculosidade, sabia quanto cada tabela ocupava. Mas, um dia, me deu um clique

e pensei: isso vai virar commodity. E o processo me chamou a atenção e, até

hoje, é o que me mantém vivo e me manterá.”

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