Ao mudar de empresa, o CIO precisa ficar atento a uma série de questões para que a transição não tenha impacto negativo
Definindo o futuro
Na prática, o plano estratégico de TI desenhado por Marco Lorena para o
iG resultou em 85 projetos estruturais. ?E, se você contar que nós
temos outros cem para serem entregues durante este ano e que mantemos
todos os sistemas no ar, um grande desafio é organizar tudo, definir
prioridades e o que vai dar para fazer com o menor esforço e o maior
resultado?, acrescenta o CIO. Entre todas as iniciativas, o executivo
já deu andamento a um projeto de metodologia, que conseguiu organizar a
demanda da TI. Também deu a largada à implementação da arquitetura
orientada a serviços (SOA) e à consolidação de data centers. Com foco
em produto, Lorena prepara o terreno para mobilidade, IPTV e uma
revisão da plataforma multimídia.
Em poucos meses de casa nova, Tadeu Perona, da Almaviva, encarou a
implantação de Itil e um projeto de redução de custos com telefonia.
Agora, planeja trabalhar a governança e aumentar a velocidade de
entrega e a qualidade dos projetos. Para ele, o mais importante é o
atendimento ao cliente. ?A grande dificuldade foi a agilidade na
implantação. Tivemos demora junto às operadoras na entrega de alguns
links. Mas chegamos a colocar 400 posições de contact center em cinco
dias, cumprindo os prazos?, conta.
Pulici, na Simpress, também ressalta a questão do tempo para entrega
dos projetos. ?Até brinco que ações de médio prazo são de quinze dias e
de longo, 45?, descontrai. Há menos de um semestre no cargo, o
executivo enumera dezenas de novos projetos, além de dar continuidade
aos que já existiam. Ele generaliza que muitos deles voltam-se ao
aperfeiçoamento e à otimização de processos, uma vez que não pode
revelar iniciativas estratégicas. Entre os de back office, cita a
promoção de auditorias automáticas para consumíveis para tornar mais
ágil o atendimento a solicitações.
Lorena, do iG, reflete que os novos projetos trazem uma questão
adicional, a de poder conciliar tudo com a equipe e com o que estava
acontecendo. ?O mundo não parou só porque eu cheguei?, brinca. A
postura do executivo, sua percepção da empresa e time e um trabalho de
gestão são exigências primordiais para qualquer executivo que ingressa
em uma corporação. Os exemplos citados mostram como um trabalho
conjunto entre CIO, direção e equipe ajuda ? e muito ? na adaptação e
no planejamento da área.